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Brasil terá de responder sobre relatório apresentado por deputada do PSOL

Até dia 20 de agosto, o Brasil terá de responder a um pedido de esclarecimento da ONU sobre um relatório apresentado pela deputada Renata Souza sobre segurança pública no país.
Fotografia: alerj.rj.gov.br
Fotografia: alerj.rj.gov.br

“Eu reuni-me em Genebra [Suíça] com a relatora para as execuções extrajudiciais da ONU, Agnes Callamarb, com quem pode confirmar o envio de uma carta conjunta da ONU e da OEA [Organização de Estados Americanos) ao Brasil, para que preste esclarecimentos sobre o relatório sobre segurança pública no país, especialmente na cidade do Rio de Janeiro”, disse Renata Souza, deputada do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), de acordo com a Lusa. Esta é ainda a primeira mulher negra à frente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro] e autora do relatório e denúnica junto das duas organizações internacionais.

Renata Souza acrescentou que, na mesma reunião, foi ainda abordado o caso do assassinato da Marielle Franco em março de 2018. Sobre este caso, a deputada afirma que “hoje, no Brasil, há uma investigação da investigação. E isso é muito sério e muito complicado e demonstra que, em algum momento, no curso das investigações algo aconteceu de muito errado e de muito grave e que alguém tentou proteger alguém”.

Assim, sublinha a importância de as instituições internacionais de direitos humanos estarem atentas e continuem a pressionar para se saber quem ordenou a morte de Marielle. De acordo com a deputada, a ONU afirmou que irá continuar a acompanhar este caso e a pressionar o governo brasileiro para que haja respostas.

Renata Souza fez uma denúncia sobre a atuação do governador Wilson Witzel (PSC) na segurança pública do Rio de Janeiro à Organização das Nações Unidas (ONU) e à Organização dos Estados Americanos (OEA) que lhe valeu ser alvo de um processo de cassação de mandato, movido pelos deputados do partido de Wilson Witzel. A ação do governador do Rio de Janeiro, que Renata Souza denunciou, foi divulgada num vídeo nas redes sociais, em que Witzel está num helicóptero da Coordenação de Recursos Especiais da Polícia Civil. Do alto, atiradores de elite disparam contra moradores das favelas. A deputada do PSOL considerou que esta ação num vídeo aberto seria uma forma de intimidação pela parte do governador.

Por sua vez, a estadia do governador e da sua família no hotel de luxo daquela região, durante o período que acompanhava as operações policiais, também foi alvo de uma investigação do Ministério Público Estadual, depois de o governador ter dito que teria pago o hotel e ter depois voltado atrás na explicação.

A deputada e Presidente da Comissão dos Direitos Humanos Renata Souza está a fazer um períplo pela Europa que tem como objetivo explicar o que se passa no Brasil e procurar aliados.

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