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Brasil: PSOL denuncia invasão de reunião pela Polícia Militar

A Polícia Militar entrou numa reunião do PSOL em São Paulo, pediu identificação às presentes e avisou estar a monitorizá-las. O partido denunciou o ocorrido como um "grave ataque ao direito de livre organização partidária".
Polícia Militar à porta da reunião do PSOL em São Paulo. Foto: PSOL/Twitter.
Polícia Militar à porta da reunião do PSOL em São Paulo. Foto: PSOL/Twitter.

Em São Paulo, a Polícia Militar invadiu uma reunião do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), acusou o partido. Na manhã deste sábado, decorria uma sessão plenária do encontro de mulheres do PSOL quando a Polícia Militar terá entrado nas instalações sem justificação aparente, pedido documentos às presentes e afirmado estar a monitorizá-las.

O PSOL denunciou prontamente o ocorrido. "Absurdo! Polícia Militar acaba de entrar entrar em plenária do encontro de mulheres do PSOL em São Paulo, pedindo documentos e dizendo estar 'monitorando presentes'. Até onde vai a sanha autoritária?" questionou em publicação no Twitter por volta das 10 da manhã, hora local.

Juliano Medeiros, presidente do PSOL presente no local, considerou também no Twitter a situação um "grave ataque ao direito de livre organização partidária" e afirmou que "vamos exigir uma explicação" do governador do Estado de São Paulo, João Dória. A Plenária de Mulheres prosseguiu Medeiros, é um evento reservado às militantes do PSOL "totalmente amparado pelo direito à livre organização partidária", pelo que "não há qualquer justificativa para que a PM 'monitore' um evento partidário". O dirigente considerou a situação um gesto de intimidação "inaceitável. Não estamos mais na Ditadura Militar, quando o direito de reunião podia ser coibido. Vamos acionar todas as autoridades contra esse absurdo. Chega!".

Cerca de 20 minutos após a denuncia, o presidente do PSOL afirmou no Twitter que a Polícia Militar tinha deixado o local e a reunião iria prosseguir, e congratulou-se com o grande número de mulheres presentes que não desmobilizaram: "As mulheres do PSOL são exemplo de organização e luta contra o autoritarismo. A plenária está lotada. Não intimidarão nossas guerreiras. Viva as mulheres do PSOL! Viva a luta feminista!".

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