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Branquinho sob investigação por fraude fiscal e branqueamento de capitais

A notícia surge três dias após ser divulgado que o Ministério Público acusa o antigo vice-presidente do grupo parlamentar do PSD de receber 225 mil euros para influenciar autarcas de Valongo no âmbito do processo de licenciamento do Hospital de S. Martinho.
Agostinho Branquinho, antigo vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, e ex-Secretário de Estado do governo de Passos Coelho.
Agostinho Branquinho, antigo vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, e ex-Secretário de Estado do governo de Passos Coelho. Foto de António Cotrim, Lusa.

A informação, citada pela agência Lusa, surge numa nota anexa ao processo em que Agostinho Branquinho é acusado de receber 225 mil euros como pagamento pelos "serviços já prestados e a prestar”, pela “influência movida juntos dos decisores políticos nos processos de licenciamento referentes ao Hospital de S. Martinho, e junto da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte na pessoa do seu presidente, Alcino Barbosa (não é arguido), entidade responsável pela decisão de candidatura da PMV à Rede Nacional de Cuidados Continuados”.

No documento, o Ministério Público (MP) refere que, na sequência da carta rogatória oportunamente emitida, serão analisadas duas pastas contendo informação das autoridades suíças. Será ainda tida em conta, segundo o MP, diversa documentação bancária apreendida a Agostinho e ao empresário Joaquim Teixeira.

O MP decidiu, entretanto, avançar com a acusação relacionada com o hospital sem aguardar pelas investigações sobre fraude fiscal e branqueamento de capitais, por forma a evitar a prescrição dos crimes.

No processo principal, o antigo vice-presidente do grupo parlamentar do PSD é acusado de ter exercido influência junto de Fernando Melo, ex-presidente de Câmara de Valongo, do PSD, dos ex-vereadores Carlos Teixeira e Maria Trindade do Vale, além de técnicos. Todos são acusados no âmbito do caso de tráfico de influências e prevaricação que envolve o processo de construção e instalação do Hospital privado de São Martinho de Valongo. Terá sido Joaquim Teixeira, administrador da empresa PMV, dona do hospital, que também foi constituído arguido, a pagar a Branquinho.

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