A informação, citada pela agência Lusa, surge numa nota anexa ao processo em que Agostinho Branquinho é acusado de receber 225 mil euros como pagamento pelos "serviços já prestados e a prestar”, pela “influência movida juntos dos decisores políticos nos processos de licenciamento referentes ao Hospital de S. Martinho, e junto da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte na pessoa do seu presidente, Alcino Barbosa (não é arguido), entidade responsável pela decisão de candidatura da PMV à Rede Nacional de Cuidados Continuados”.
No documento, o Ministério Público (MP) refere que, na sequência da carta rogatória oportunamente emitida, serão analisadas duas pastas contendo informação das autoridades suíças. Será ainda tida em conta, segundo o MP, diversa documentação bancária apreendida a Agostinho e ao empresário Joaquim Teixeira.
O MP decidiu, entretanto, avançar com a acusação relacionada com o hospital sem aguardar pelas investigações sobre fraude fiscal e branqueamento de capitais, por forma a evitar a prescrição dos crimes.
No processo principal, o antigo vice-presidente do grupo parlamentar do PSD é acusado de ter exercido influência junto de Fernando Melo, ex-presidente de Câmara de Valongo, do PSD, dos ex-vereadores Carlos Teixeira e Maria Trindade do Vale, além de técnicos. Todos são acusados no âmbito do caso de tráfico de influências e prevaricação que envolve o processo de construção e instalação do Hospital privado de São Martinho de Valongo. Terá sido Joaquim Teixeira, administrador da empresa PMV, dona do hospital, que também foi constituído arguido, a pagar a Branquinho.