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Bragança: Bloco questiona Governo sobre falta de médicos de família

No distrito de Bragança, quase dez mil pessoas não têm médico de família. Esta situação vai agravar-se porque este ano vão aposentar-se 22 médicos, aos quais acrescem outros oito no próximo ano. Artigo em Interior do Avesso.
Bloco questiona Governo sobre falta de médicos de família em Bragança. Fotografia: via Interior do Avesso

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda questionou o Ministério da Saúde sobre a falta de médicos de família no distrito de Bragança. 

A falta de clínicos de medicina geral e familiar em Portugal tem vindo a agravar-se. Segundo os mais recentes dados do SNS, são já 1,3 milhões os utentes a nível nacional que não têm acesso a médicos de família. Este problema ganha uma maior dimensão nos territórios mais despovoados e com a população mais envelhecida, como é o caso do distrito de Bragança.

A população do distrito de Bragança é servida pela Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste e os cuidados de saúde primários estão repartidos por 14 centros de saúde.

De acordo com o portal da transparência, 9.713 pessoas estão sem médicos de família. Para agravar a situação, no ano de 2022, 22 clínicos de medicina geral e familiar vão-se aposentar e em 2023 serão mais 8 clínicos. 

O Bloco de Esquerda entende que esta é uma situação inaceitável para a população do distrito de Bragança e que é urgente implementar medidas concretas para garantir que todas as pessoas tenham médico de família. 

Os deputados do Bloco questionaram o governo para aferir se este tem conhecimento da situação bem como quantos médicos são necessários para que todos os utentes dos cuidados primários da ULS do Nordeste tenham médico de família. O Bloco quer saber ainda que medidas estão a ser desenvolvidas para fazer face a esta situação.

Segundo o comunicado, da Distrital do Bloco de Esquerda de Bragança, na discussão na especialidade do Orçamento do Estado, o Grupo Parlamentar irá apresentar propostas para solucionar a situação, como por exemplo a revisão e melhoria das carreiras, exclusividade com mais incentivos para os clínicos que se desloquem para territórios despovoados e abertura de mais vagas para a especialidade.


Notícia publicada em Interior do Avesso

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