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Borla fiscal à UEFA? Acabe-se com a exceção, defende Mariana Mortágua

Parlamento vota na quinta-feira a isenção de IVA, IRC e IRS aos intervenientes na organização da final da Champions League em Lisboa. Para a deputada bloquista, os tempos de exceção justificam acabar com a exceção do negócio do futebol.

Na proposta que o Governo quer ver aprovada esta semana no Parlamento, serão isentos de IVA os rendimentos auferidos pelas entidades organizadoras dos eventos e pelos clubes desportivos e respetivos jogadores, bem como pelas equipas técnicas participantes nos mesmos, que não sejam considerados residentes fiscais em Portugal.

Em defesa desta “borla fiscal”, o Governo alega os compromissos assumidos com a UEFA em troca da organização da fase final da Champions League em Lisboa, uma troca de útima hora devido ao atraso no calendário da época futebolística, que levou à alteração do modelo competitivo e à desistência da Turquia em acolher a final nas atuais circunstâncias de combate à pandemia.

Apesar de tudo indicar que os jogos se realizarão sem público nos estádios - o calendário definitivo será conhecido a 10 de julho e a competição arranca a 7 de agosto -, o Governo argumenta com “o interesse turístico e económico subjacente a esta competição – nomeadamente ao nível da imagem que através dela o país projetará para o exterior neste momento tão particular para Portugal”.

A proposta contará no Parlamento com a oposição do Bloco de Esquerda e Mariana Mortágua já o fez saber através das redes sociais. “António Costa já percebeu que a final de um campeonato de futebol não é recompensa para os sacrifícios de profissionais de saúde. Agora tem de perceber que a UEFA não deve ser premiada com gigantescas isenções fiscais”, afirma a deputada bloquista, defendendo que “em tempos de exceção, acabe-se com a exceção do negócio do futebol”.

 

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