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Boris Johnson decreta confinamento no Reino Unido

Comércio não essencial fechado, grupos de mais de duas pessoas proibidos, ordem de permanência em casa com exceção de trabalho, compra de alimentos e remédios. O Reino Unido junta-se aos vários países europeus que têm decretado o confinamento. Boris Johnson desiste definitivamente da política de promoção da “imunidade de grupo”.
Pessoa com máscara passa na ponte de Londres. Foto de ANDY RAIN/EPA/LUSA.
Pessoa com máscara passa na ponte de Londres. Foto de ANDY RAIN/EPA/LUSA.

O primeiro-ministro britânico decretou esta segunda-feira o confinamento em todo o Reino Unido depois de, inicialmente, ter seguido uma política face ao surto de covid-19 que foi criticada por ser laxista.

As medidas são semelhantes às de vários outros países europeus: encerramento do comércio de bens não essenciais, proibição de encontros públicos de grupos de mais de duas pessoas com exceção de pessoas que vivam juntas, confinamento em casa com exceção de deslocações para trabalho, compra de alimentos, bens essenciais e medicamentos. Visitas para assistência a pessoas vulneráveis e um momento de exercício diário também estão excluídas da proibição.

Um pacote semelhante a outros países europeus que é mais notado por constituir uma mudança de política.

Na sua declaração ao país, Boris Johnson disse que “nenhum primeiro-ministro quer aplicar medidas como estas. Sei os estragos que esta disrupção está a causar e irá causar nas vidas das pessoas, nos seus negócios e nos seus empregos”, afirmou.

O primeiro-ministro ameaçou ainda quem desobedeça a estas regras com multas mas não há detalhes sobre o seu valor ou enquadramento legal. A legislação de emergência que reforçará os poderes das autoridades tem ainda de ser aprovada na parlamento britânico.

Tal não será difícil, uma vez que Jeremy Corbyn, líder do principal partido da oposição, o Partido Trabalhista, apoiou publicamente a implementação destas medidas.

Corbyn escreveu que o primeiro-ministro “tem razão em pedir às pessoas que fiquem em casa, proteger o Serviço Nacional de Saúde e salvar vidas”. Acrescentou que o governo “deve dar segurança a todos os trabalhadores, incluindo os independentes, tal como aos inquilinos e pessoas com hipotecas das suas casas”.

No Reino Unido, há agora 6650 pessoas com covid-19 e 335 mortes, 54 nas últimas vinte e quatro horas.

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