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Bombas dos EUA sobre o Afeganistão bateram recorde em 2019

O número de bombas norte-americanas lançadas sobre o Afeganistão aumentou quase oito vezes desde 2015 e foi o maior desde 2006, quando o Pentágono começou a fazer contas aos bombardeamentos.
Foto Sgt. Nadine Barclay/U.S. Air Force/Flickr

Os números são dos militares norte-americanos e confirmam o aumento dos ataques mortíferos da aviação dos EUA no Afeganistão, mesmo durante as negociações de paz com os talibãs. Ao todo, segundo o jornal britânico Guardian, os EUA lançaram 7.423 bombas sobre o território afegão, o que significa um aumento de quase oito vezes em relação a 2015.

O reforço destes ataques aéreos ajuda também a explicar a subida do número de vítimas mortais no país, onde as forças leais ao governo e aos talibãs se têm confrontado. Segundo números das Nações Unidas, os EUA foram responsáveis por metade das 1.149 mortes de civis atribuídas às forças pró-governamentais nos primeiros três trimestres de 2019. Um número um pouco aquém das 1.207 mortes de civis atribuídas aos talibãs e outras forças insurgentes. O mês de julho foi particularmente mortífero, com a ONU a declará-lo como o mês com mais mortes civis no conflito desde 2009.

Depois de ter alcançado em janeiro um acordo de princípio com os talibãs, a administração Trump rompeu as negociações de paz em setembro, após um atentado suicida em Cabul que vitimou um militar norte-americano, retomando-as dois meses depois, na sequência da visita do presidente norte-americano ao Afeganistão. A maior intensidade dos bombardeamentos é vista pelos militares como uma forma de pressionar os talibãs a aceitarem os termos das propostas em cima da mesa de negociações. Só que os talibãs também usam a mesma tática e o resultado foi o aumento generalizado da violência contra civis.

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