Em texto divulgado no facebook, João Pedro Ferreira, vice-presidente da Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (ABIC), refere que o protesto é realizado no dia em que fez 49 anos que “os estudantes pediram a palavra”, 17 de abril de 1969.
"Na UC [Universidade de Coimbra] há quem assegure funções determinantes, contribua para a produção científica, dê aulas, angarie fundos, oriente teses de mestrado e de doutoramento, trabalhe e não tenha nenhum direito laboral", acusa o dirigente da ABIC.
Segundo a Lusa, aos 500 bolseiros contratados diretamente pela UC somam-se ainda cerca de 750 financiados pela Fundação da Ciência e Tecnologia (FCT) em doutoramento ou pós-doutoramento, que fazem trabalho na universidade.
"A estas pessoas não é permitido o acesso digno à segurança social, subsídio de férias, a direitos laborais mínimos, a contratos estáveis, a uma carreira, nem a participar na vida democrática das suas instituições", denuncia um folheto distribuído pelos transeuntes.
No referido texto, João Pedro Ferreira acusa o Reitor João Gabriel Silva e Ministro Manuel Heitor de parecerem “mais empenhados em garantir que nada se faça do que em avançar para um tratamento digno destas milhares de pessoas de que depende a UC para o seu funcionamento”.