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Bloco volta a não ter irregularidades nas contas das Europeias

A análise da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos às campanhas da última eleição para o Parlamento Europeu confirma que o Bloco continua a ser o único partido a ter “contas limpas” em sucessivas eleições. Coligação liderada pelo Chega e o Nós, Cidadãos foram os campeões das irregularidades.
Bloco volta a não ter falhas nas contas. Imagem das redes sociais do Bloco de Esquerda.
Bloco volta a não ter falhas nas contas. Imagem das redes sociais do Bloco de Esquerda.

A Entidade das Contas e Financiamentos Políticos anunciou que foram detetadas 47 irregularidades nas contas de dez das candidaturas ao Parlamento Europeu em junho de 2019. O Bloco é o único partido que tem “contas limpas” em sucessivas eleições. A ele se juntam desta vez o PSD, PAN e MAS. Nas eleições europeias anteriores, por exemplo, o Bloco tinha sido o único dos partidos com assento parlamentar a não ter irregularidades nas contas.

Segundo a ECFP, as várias irregularidades foram comunicadas ao Ministério Público para serem averiguadas. Delas poderão resultar coimas ou multas.

Entre os partidos com representação parlamentar, o CDS foi o que mais irregularidades cometeu nas Europeias de 2019: sete. Despesas não documentadas e subavaliação de despesas e receitas nas contas foram algumas delas.

Destaque também para o Partido Socialista ao qual são apontadas duas: “deficiências no suporte documental de algumas despesas”, no valor total de 570 mil euros, e ações ou meios de campanha não registados na contabilidade final das eleições. Entre as despesas não explicadas pelo partido do governo estão os 40 mil euros pagos para a empresa "Naughty Boys" fazer tempos de antena. Segundo a entidade que aprecia a contas das campanhas, o PS "não detalha a informação relativa à constituição da equipa, número de horas de cada técnico, número de horas de estúdio e respetivos valores unitários". Também o pagamento de 132.210 euros a uma empresa de montagem de estruturas foi considerado pouco explicado.

Mas mais faltosos entre o conjunto dos partidos que se apresentaram nestas eleições são mesmo o Nós, Cidadãos e a coligação Basta!, que juntava o Chega, o Partido Popular Monárquico e o Partido Cidadania e Democracia Cristã.

Nas contas da coligação liderada pela extrema-direita surge um pagamento de 8.000 euros saído dos bolsos de “um doador” diretamente para um fornecedor, o que é proibido por lei. Foi também a única candidatura em que se registou pagamento indevido e proibido de despesas de campanha por pessoas singulares no valor de 21.919 euros.

O Nós, Cidadãos teve várias falhas no "suporte documental de declarações de donativos em espécie e de cedência de bens a título de empréstimo" e também entregou orçamento e contas de campanha já fora do prazo.

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