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Bloco volta a defender a contratação de mais profissionais para o SNS

Catarina Martins lembrou que o SNS funciona atualmente com menos profissionais de saúde que os que tinha há um ano e que os enfermeiros e assistentes operacionais contratados para responder à pandemia já viram os seus contratos terminar. Sem o reforço previsto no último Orçamento, é impossível responder à segunda vaga e reduzir listas de espera.
Catarina Martins em declarações aos jornalistas após uma visita ao Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde da Universidade do Minho.
Catarina Martins em declarações aos jornalistas após uma visita ao Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde da Universidade do Minho. Fotografia de Hugo Delgado/Lusa.

Em visita ao Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde da Universidade do Minho, Catarina Martins alertou para as condições de investigação em ciência em Portugal e defendeu ser “essencial” que o Governo reforce o número de profissionais no Serviço Nacional de Saúde (SNS), para continuar a dar resposta à pandemia de covid-19 e recuperar as listas de espera.

A coordenadora do Bloco de Esquerda afirma ter “enorme preocupação” por o SNS, neste momento, dispor de “muito menos profissionais” do que no início da primeira fase da pandemia e menos que os que tinha há um ano (notícia disponível aqui). 

“Todos os investimentos são importantes no SNS, mas sem gente não se consegue garantir a prestação de cuidados de saúde”, frisou.

Para o partido, é “muito preocupante que hoje haja menos médicos no SNS do que existiam há um ano”, uma situação que ocorre devido às alterações aos exames de internato causadas pela pandemia. 

“Como não se encontraram alternativas, o SNS tem hoje menos médicos do que os que tinha, o que é para nós um problema”, disse ainda.

A esta situação soma-se ainda o facto de os enfermeiros e assistentes operacionais, contratados no início da pandemia com contratos precários renovados a cada quatro meses, terem visto os mesmos caducar. 

"Neste momento, temos muito menos profissionais do que no início da primeira fase da pandemia”, alertou. Na realidade, o SNS necessita de reforçar o número de profissionais para responder a uma eventual segunda vaga da pandemia, permitir o descanso dos profissionais “completamente exaustos” e permitir a recuperação das listas de espera, já anteriormente longas, e que aumentaram com o covid19. 

Catarina Martins lembra que o acordado com o Governo para o Orçamento do Estado de 2020 já previa a contratação de 8.400 profissionais em dois anos para o SNS, mas nem isso ainda foi cumprido. “A pandemia só veio dar mais razão. É importante que o Governo execute o que estava no Orçamento para este ano e que garanta o reforço do SNS”, enfatizou.

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