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Bloco repudia confinamento e isolamento de migrantes na Dinamarca

Os bloquistas entregaram no Parlamento um voto de repúdio face à decisão do Governo dinamarquês, formado por uma coligação entre partidos de centro-direita e o Partido do Povo Dinamarquês, de extrema-direita, de enviar “migrantes indesejados” para uma ilha no Mar Báltico.
Inger Stojberg, ministra da Imigração dinamarquesa. Foto de LAURENT DUBRULE, Epa/Lusa

A partir de 2021, requerentes de asilo cujos pedidos tenham sido rejeitados e estrangeiros que possuam cadastro serão confinados à ilha de Lindholm, localizada a mais de 3 quilómetros da costa e que, atualmente, alberga um laboratório de investigação de doenças contagiosas em animais

Conforme lembra o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, o anúncio desta medida xenófoba foi feito pela ministra da Imigração dinamarquesa, Inger Stojberg, que referiu que estes migrantes “não são bem-vindos à Dinamarca e têm de o sentir”.

“Esta é mais uma decisão num caminho preconceituoso com migrantes”, escrevem os bloquistas, lembrando que, já em março de 2018, foi aprovado um pacote legislativo conhecido como “pacote do gueto”, com medidas restritivas impostas a áreas de concentração de migrantes.

No voto de repúdio pelo confinamento e isolamento de migrantes na Dinamarca, os deputados e as deputadas do Bloco de Esquerda defendem que, sendo esta mais uma clara violação do direito internacional, “urge uma resposta veemente das e dos humanistas na reprovação e rejeição deste tipo de medidas”.

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