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Bloco questiona Governo sobre o reforço do investimento na linha do Douro

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda questionou o governo, através da deputada Isabel Pires, relativamente à previsão da conclusão das obras de eletrificação de toda a linha do Douro.E também se o governo pretende “iniciar a reativação da Linha do Douro até Barca D’Alva, assim como a muito reclamada ligação a Espanha”. Artigo publicado em Interior do Avesso
Isabel Pires na Linha do Douro
Foto de Carlos Couto

O Bloco refere que tem alertado o governo para as consequências dos atrasos na execução do plano Ferrovia 2020, que impedem “o avanço do processo de modernização da ferrovia, fundamental para mitigar o despovoamento do interior, contribuir para a descarbonização da economia e, acima de tudo, potenciar a qualidade de vida e mobilidade da população.”

Consideram que os investimentos na linha do Douro devem ser concretizados, como é o caso da eletrificação de todo o percurso, a renovação das carruagens e locomotivas e o reforço dos horários, conciliando o turismo com os rotinas da população local que usa este meio de transporte para as suas deslocações. Defendem também que é necessário “iniciar a reativação da Linha do Douro até Barca D’Alva (atualmente encerrado), assim como a muito reclamada ligação a Espanha.”

No passado dia 11 de setembro, a coordenadora do grupo parlamentar do Bloco da Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, Isabel Pires, juntamente com uma delegação conjunta das Comissões Coordenadoras Distritais de Bragança, Guarda, Vila Real e Viseu, visitou a Linha do Douro e fez uma viagem ida e volta entre a Régua e o Pocinho.

Nessa viagem, Isabel Pires pode identificar “carruagens muito antigas, uma linha a precisar de requalificação e que já deveria ter sido eletrificada e ainda não foi” salientando também que “temos uma aposta no turismo nesta linha específica que tem deixado as populações que necessitam de fazer esta viagem com muitas poucas condições para o fazer. No inverno existem problemas de carruagens extremamente frias e no verão extremamente quentes”, bem como a “falta de condições para os próprios trabalhadores”.

O Bloco de Esquerda defende no seu Plano Ferroviário Nacional que a ferrovia é um instrumento essencial de resposta ao problema de despovoamento do interior do país e que, por isso, tem “vindo a defender que a rede nacional deve fazer a ligação a todas as capitais regionais e distritais.

Recordam ainda que “segundo o indicador que mede a densidade das redes (km/milhão de habitantes), Portugal ocupa, na ferrovia, o 24º lugar face a um valor médio europeu (18º lugar), e na rodovia, considerando a rede de autoestradas, o país ocupa o 5º lugar, situando-se num patamar de densidade de rede bastante superior ao valor médio europeu da União Europeia, que se situa no 16º lugar”. Consideram também que “a ferrovia é também essencial na mitigação dos enormes desequilíbrios estruturais do transporte ferroviário face ao transporte rodoviário”.

O Bloco questionou o Ministério das Infraestruturas e Habitação se está ciente desta situação e para quando prevê o Governo executar as obras de modernização que estavam prometidas no plano Ferrovia 2020. Pretendem também saber para quando o Governo pretende “a conclusão das obras de eletrificação de toda a linha do Douro”, bem como, “iniciar a reativação da Linha do Douro até Barca D’Alva, assim como a muito reclamada ligação a Espanha”.

Artigo publicado em Interior do Avesso

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