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Bloco questiona governo sobre linha de alta tensão no Alto Minho

Bloco saber os impactos negativos na saúde das populações, na paisagem e no território da construção de nova linha de alta tensão, abrangendo seis concelhos do Minho e cujo traçado incide em áreas sensíveis, como o Parque Nacional da Peneda-Gerês.
Esta linha que a REN pretende construir terá cerca do dobro da tensão habitual, vai desde Ponte de Lima a Fonte Fria, Galiza, abrangendo seis concelhos, cinco dos quais no Alto Minho, e terá 51 km
Esta linha que a REN pretende construir terá cerca do dobro da tensão habitual, vai desde Ponte de Lima a Fonte Fria, Galiza, abrangendo seis concelhos, cinco dos quais no Alto Minho, e terá 51 km

O Bloco questionou o governo, em pergunta dirigida ao ministro do Ambiente e da Ação Climática, sobre o impacto da construção da linha dupla de alta e muito alta tensão, que terá cerca do dobro da tensão habitual, e vai desde Ponte de Lima a Fonte Fria, Galiza, e abrange cinco concelhos do Alto Minho.

O projeto é da responsabilidade da Rede Elétrica Nacional (REN) e visa reforçar a Rede Nacional de Transporte de Eletricidade (RNT) entre o Minho e a Galiza. A nova linha terá 51 km, totaliza 6.029 hectares e passa por 6 concelhos, Vila Verde (Braga), Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Monção e Melgaço, totalizando 55 freguesias.

No documento o Bloco lembra que estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS) consideram que é altamente recomendável que nesta matéria se estabeleça o princípio da precaução, alertando “para uma relação direta entre a instalação destas megaestruturas e o aumento de casos do foro oncológico, nomeadamente, para uma maior ocorrência de leucemia, Alzheimer ou esclerose lateral amiotrófica, nas populações expostas às ondas eletromagnéticas emitidas por estas estruturas”.

O documento sublinha que a linha que a REN quer implantar “prevê o transporte de energia numa potência inaudita em Portugal, num traçado que até agora foi apresentado de forma pouco rigorosa (intencionalmente ou não) quanto à proximidade a locais povoados, sem que as várias Juntas de Freguesia tenham recebido o estudo de Impacto Ambiental e sem que as populações afetadas tenham sido devidamente informadas”.

"O projeto de traçado desta linha dupla de alta e muito alta tensão de 400 quilovolt [kV] incide em áreas de valor incalculável e extremamente sensível, como o Parque Nacional Peneda-Gerês, áreas da Rede Natura 2000, Sítios de Importância Comunitária e monumentos nacionais de paisagem cultural", destaca ainda o Bloco.

No documento, o Bloco salienta ainda que "recentemente a Assembleia Municipal de Arcos de Valdevez aprovou, por unanimidade, três moções de rejeição ao projeto de linha de alta e muito alta tensão", referindo que "este projeto tem causado a indignação de autarcas e da população no Alto Minho e na Galiza".

No texto, o Bloco pergunta ao governo se vai alargar o período de consulta pública, tendo em conta a falta de esclarecimento da população; se vai exigir à REN que a proposta de traçado seja apresentada de forma mais rigorosa e se equaciona a possibilidade de realizar um estudo sobre “a possibilidade da colocação subterrânea dos cabos da linha elétrica”.

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