Na passada quinta-feira, 29 de julho, foi divulgado que tinham sido roubadas dos Paióis Nacionais de Tancos granadas de mão ofensivas e munições de 9 milímetros.
Afinal, também foram detetadas faltas de “granadas foguete anticarro, granadas de mão de gás lacrimogéneo, explosivos e material diverso de sapadores como bobines de arame, disparadores [gatilho mecânico para detonar explosivos] e iniciadores” [explosivo detonador de cargas explosivas mais fortes], segundo comunicado do exército, citado pelo Público e divulgado nesta sexta-feira, 30 de junho. Ainda segundo o Público, a Rádio Renascença garante que também foram roubados 44 lança-granadas.
Segundo a Sic Notícias, devido a este roubo, a embaixada dos EUA em Lisboa decidiu aumentar o nível de segurança até pelo menos ao dia 4 de Julho (feriado nacional norte-americano).
Em entrevista à Sic, o ministro da Defesa, Azeredo Lopes, reconheceu a gravidade do roubo. O ministro diz que o governo informou do roubo os “aliados internacionais” e ordenou uma auditoria a todas as estruturas de armazenamento de munições e armamento.
Bloco quer saber o que falhou e quer medidas para recuperar armas
Em pergunta ao governo, o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda quer que o ministério da Defesa Nacional esclareça “como foi possível o roubo de uma grande quantidade de armamento militar das instalações de Tancos e o que terá falhado”.
“Que medidas pensa o Governo tomar para recuperar o material e para impedir que outras situações aconteçam no futuro nestas ou noutras instalações militares”, perguntam ainda os deputados.
O Bloco quer também saber se o Governo tem conhecimento de alguma avaria no sistema de videovigilância dos Paióis Nacionais de Tancos e, no caso de se confirmar, para quando prevê a tutela a reparação do sistema de videovigilância?
“Um despacho publicado, hoje, pelo Governo em Diário da República dá conta da intenção de abrir um concurso para vedação dos Paióis Nacionais de Tancos, de onde foi roubado o armamento militar”, mas “é omisso em relação à reparação do sistema de videovigilância”, aponta ainda o texto.
O documento cita também a referência de uma fonte policial da possibilidade de “terem ocorrido outros roubos anteriormente e que estarão a ser verificados os inventários realizados aos restantes 14 paióis do quartel, espaços onde é armazenado o armamento militar, de acordo com regulamentos preestabelecidos”.
Por fim, o grupo parlamentar do Bloco pergunta: “Foi o Governo informado da ocorrência de roubos anteriores no quartel”.