Bloco questiona Governo sobre “alegados conflitos de interesses na RTP”

21 de janeiro 2018 - 12:12

Na sequência de denúncias da CT da RTP sobre “conflitos de interesses” na empresa, o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda faz quatro perguntas ao governo, através do ministério da Cultura.

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Grupo parlamentar do Bloco de Esquerda faz quatro perguntas ao governo - Foto de Paulete Matos
Grupo parlamentar do Bloco de Esquerda faz quatro perguntas ao governo - Foto de Paulete Matos

A 12 de janeiro, a Comissão de Trabalhadores (CT) da RTP divulgou um comunicado sobre “conflitos de interesses” na empresa, em relação ao administrador Nuno Artur Silva, e no qual salientava que “a actual RTP tem um director de programas que passou a sua produtora de vídeo para a posse da esposa, um administrador para a área dos conteúdos que tem um canal de televisão em concorrência directa com a própria empresa e um colaborador que emite pareceres sobre a aquisição de projectos de ficção onde participa como actor”.

O grupo parlamentar do Bloco de Esquerda, apresentou na passada sexta-feira, 19 de janeiro, um requerimento ao governo através do ministério da Cultura, onde pede esclarecimento sobre esses alegados conflitos de interesses na RTP e coloca quatro questões.

Pergunta o Bloco se o governo está a acompanhar a situação e fez avaliação dela, se “já consultou o Conselho de Opinião e o Conselho Geral Independente da RTP” sobre as referidas denúncias, se pode “garantir a idoneidade do Conselho de Administração e o cumprimento escrupuloso do Código de Ética e Conduta da Rádio e Televisão de Portugal” e se pondera “solicitar uma auditoria do Tribunal de Contas às decisões do Conselho de Administração da RTP”.

No documento, os bloquistas citam o referido Código de Ética e Conduta, aprovado pelo Conselho de Administração da RTP em 18 de janeiro de 2017, e lembram que está em causa o facto do administrador Nuno Artur Silva “ser dono de uma produtora de conteúdos audiovisuais - Produções Fictícias -, que seria, indiretamente, fornecedora da RTP, bem como o facto do mesmo administrador ser dono de um outro canal televisivo, o Canal Q”. Referem também que são também citados o diretor de programas, Daniel Deusdado e Virgílio Castelo, assessor da direção de programas para projetos de ficção. Na passada sexta-feira, o “Correio da Manhã” noticiou que Daniel Deusdado era “à data da sua nomeação, sócio de Nuno Artur Silva”.