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Bloco questiona Governo sobre agressões em curso de formação da GNR

Recrutas da GNR foram brutalmente agredidos num curso de formação. O grupo parlamentar do Bloco de Esquerda considera a notícia de “gravidade extrema” e pergunta ao Governo que medidas tomou e se os agressores foram suspensos.
Bloco de Esquerda considera a notícia de “gravidade extrema” e pergunta ao Governo que medidas tomou e se os agressores foram suspensos
Bloco de Esquerda considera a notícia de “gravidade extrema” e pergunta ao Governo que medidas tomou e se os agressores foram suspensos

O “Jornal de Notícias” noticiou, neste domingo, que no 40º curso do centro de formação da Guarda Nacional Republicana (GNR) cerca de 10 formandos e formandas foram brutalmente agredidos por parte dos formadores, num exercício sobre o uso do bastão extensível.

Na pergunta, o Bloco destaca que as agressões “foram perpetradas por alferes que se aproveitaram do facto de estarem protegidos por um fato que evita que possam ser atingidos para agredir os seus formandos” e salienta a gravidade das lesões, em que “oito ou nove alistados [tenham sido] internados no Hospital de São José, de urgência, com narizes partidos, fraturas nos dedos das mãos e, no caso de um deles, lesões oculares”.

O grupo parlamentar bloquista considera que a formação das forças de segurança não pode ser “um laboratório de agressões e de humilhações” por parte de quem está a formar profissionais que irão garantir a segurança de pessoas e bens, “respeitando a Constituição” e salienta que “importa que estes cursos sejam ministrados seguindo as melhores práticas”.

O Bloco pergunta ao Governo, através do ministério da Administração Interna (MAI), que medidas tomou para apurar o que aconteceu; se os agressores estão suspensos ou continuam a dar formação; como vai garantir que os formandos não são prejudicados por todo este processo e se pondera encontrar nova forma de seleção dos formadores.

O ministério da Administração Interna anunciou neste domingo a abertura de um inquérito sobre os espanacamentos e pediu esclarecimentos ao comando-geral da GNR. O Ministério Público divulgou nesta segunda-feira que abriu um inquérito.

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