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Bloco quer mais participação em Beja

No debate da RTP3, Gonçalo Monteiro, cabeça de lista bloquista à autarquia de Beja, defendeu investimento na reabilitação e habitação social, mais transportes públicos e proximidade aos cuidados de saúde.
Gonçalo Monteiro na RTP3.
Gonçalo Monteiro na RTP3.

Num concelho como Beja, disputado à esquerda, Gonçalo Monteiro explicou no debate deste domingo na RTP3 como o Bloco de Esquerda, ao longo do último mandato, tem estado a “trabalhar a oportunidade” de crescimento: “apresentando propostas que foram incentivando à participação cívica porque consideramos que a política não se faz só com os eleitos da Assembleia Municipal, das freguesias” e é “importante chamar as pessoas para a política. E isso faz-se através da transparência, da divulgação da informação”.

O cabeça de lista do Bloco à autarquia de Beja falou em habitação, transportes e saúde mas também sublinhou o “decréscimo acentuado, principalmente nas freguesias rurais”, da população do concelho.

Relativamente à habitação, o Bloco de Beja pensa que esta é “uma das áreas que deve ser prioritária”. Gonçalo Monteiro critica que “existe tecido urbano que está degradado e que é responsabilidade da autarquia que o investimento não foi feito”. O partido defende um “programa de reabilitação de habitação social e de criação de nova habitação social mais justa e mais acessível” feito através da consulta não só das outras forças políticas e dos vários órgãos autárquicos mas também de “outras entidades, associações que estão no terreno e todos os cidadãos”, um “processo que tem de ser aberto, mais democrático possível, onde temos de incitar à participação cidadã”.

Sobre transportes, o candidato bloquista denunciou que “muitas das freguesias urbanas têm dois autocarros por dia”. Ao mesmo tempo, inaugura-se “um troço de autoestrada com cerca de 13 quilómetros e consideramos uma vitória”, há “uma previsão de conclusão da modernização da ferrovia até 2025” que até é “excessivamente positiva e “um aeroporto que não é aeroporto”. Este não é responsabilidade direta da autarquia local “mas a pressão que nós fazemos junto das entidades competentes esta é a nossa responsabilidade” e “quando um grupo de cidadãos leva Beja a Bruxelas, não podemos deixar de la estar”.

Também a saúde não é responsabilidade direta das autarquias locais e “tem de haver um investimento do poder central”. Mas cabe à autarquia “fazer a pressão necessária” para melhorar o acesso à saúde e, “até que isso aconteça, temos de criar alternativas viáveis”. Gonçalo Monteiro exemplificou com a proposta de criação de unidades móveis “que aproximam as freguesias rurais aos polos de saúde”. Isto, concede, “não é uma solução”, “é um remendo que não pode durar para sempre” mas “levar a saúde” às pessoas é o “mínimo” que se pode fazer.

Contrariando as declarações do candidato de extrema-direita a esta Câmara, Gonçalo Monteiro afirma que a “comunidade cigana não é um problema”. É esse candidato “que tem um problema com a comunidade cigana”, criando “uma divisão entre cidadãos de primeira e cidadãos de terceira”.

Já na reta final do debate afirmou que “o Bloco de Esquerda irá estar sempre na linha da frente” para impedir “situações em que é destruído património cultural, histórico, arqueológico a favor dos lucros” ou “quando parte de algumas culturas invadem tecido urbanos a favor dos lucros”. “Não podemos permitir que existam no concelho de Beja que existam situações de abuso”, defendeu.

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