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Bloco quer maior fiscalização aos abusos patronais com o lay-off

O deputado Nelson Peralta defende uma “fiscalização efetiva” às empresas que recorreram ao regime de “lay-off”, de modo a ser possível identificar eventuais fraudes.
Bloco quer maior fiscalização a eventuais fraudes com lay off
Entrada da fábrica da Volkswagen Autoeuropa, em Palmela. Fotografia de Paulete Matos.

O Bloco de Esquerda pediu esta segunda-feira uma maior fiscalização para eventuais fraudes relacionadas com lay-off quando se sabe que só no distrito de Aveiro existem atualmente 100 mil trabalhadores nesta situação. As declarações foram feitas pelo deputado Nelson Peralta à saída de uma reunião com a Segurança Social onde se inteirou da situação social no distrito.

“Estamos a falar de uma enorme dimensão no distrito de trabalhadores em 'lay-off', o que representa uma sobrecarga para o Orçamento do Estado e para as condições da Segurança Social, mas também uma enorme perda de salário para estes trabalhadores ao longo destes meses”, disse o deputado citado pela agência Lusa. 

O deputado bloquista apela a que seja feita “uma fiscalização efetiva” às empresas que recorreram ao 'lay-off', aumentando assim a possibilidade de identificar eventuais fraudes.

“Foi-nos dito que algumas fraudes foram já detetadas e chegaram ao Bloco denúncias, que comunicámos, de que terão ocorrido empresas que recorreram ao 'lay off', sendo que continuaram a laborar”, disse, salientando que “há uma dimensão gravosa de corte de salário” para os trabalhadores.

Embora os números atuais de desempregados no distrito de Aveiro ainda não sejam conhecidos, Nelson Peralta lembrou que “sabemos que nesta crise muitas empresas recorreram, até de forma abusiva, ao despedimento”.

“Preferiram despedir os seus trabalhadores nestes meses, em vez de usar os lucros dos anos anteriores para sustentar o rendimento dos seus trabalhadores”, criticou.

Nelson Peralta considerou também que a crise sanitária veio demonstrar a falta de uma oferta pública nos cuidados em relação aos idosos, mas também nas creches.

“Uma das coisas que falhou nesta crise foi a segurança em alguns lares de idosos e deve ser feita pela Segurança Social a verificação das condições, até para devolver a confiança às famílias”, comentou à agência Lusa.

Em relação à situação dos profissionais em isolamento profilático, Nelson Peralta afirma que a Segurança Social garantiu que este “vai ser pago a 100% nas próximas semanas. É preciso que o dinheiro chegue o quanto antes a esses trabalhadores, dinamizando uma economia local severamente afetada pelas medidas draconianas a que esteve sujeita”, comentou.

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