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Bloco propõe regulamentação da profissão de aconselhador genético

“Em Portugal, algumas doenças hereditárias mostram uma frequência particularmente elevada” salienta o Bloco de Esquerda e, tendo em conta essa realidade, propõe que o governo desenvolva as iniciativas necessárias para “reconhecer e regulamentar a profissão de aconselhador genético”.
O projeto bloquista propõe recomendar ao governo “que desenvolva as ações necessárias para reconhecer e regulamentar a profissão de  aconselhador genético”
O projeto bloquista propõe recomendar ao governo “que desenvolva as ações necessárias para reconhecer e regulamentar a profissão de aconselhador genético”

No projeto de resolução, o grupo parlamentar bloquista traça um quadro da evolução da prática do aconselhamento genético, destacando que “o primeiro curso de formação de profissionais de aconselhamento genético teve lugar no Sarah Lawrence College nos EUA, em 1969”.

Descrevendo com algum detalhe a evolução da prática a nível mundial, o texto sublinha que “as doenças genéticas e o caráter hereditário da sua grande maioria influenciam as decisões e os projetos de vida, os relacionamentos interpessoais, as crenças, a identidade pessoal, e a estrutura e organização familiar tornando o aconselhamento genético um processo complexo”.

A complexidade do processo aponta para a necessidade do aconselhamento exigir o envolvimento de uma equipa multidisciplinar composta, nomeadamente, por médico geneticista, enfermeiro especialista em genética, aconselhador genético, psicólogo, assistente social.

De acordo com o documento bloquista, “a nível europeu, o profissional de aconselhamento genético possui habilitações ao nível da licenciatura (como, por exemplo, em enfermagem, psicologia, biologia, assistência social ou medicina) e, a posteriori, recebe formação especializada a nível de mestrado em competências para o aconselhamento genético. Estas competências desenvolvem-se através de cinco áreas principais, designadamente, Genética médica, Aconselhamento genético, Psicologia clínica, Bioética, Metodologias de investigação, Bioética, e Saúde Pública e Organização dos Serviços”.

O documento estabelece ainda capacidades e competências que cabem ao aconselhador genético, apontando entre outras, “estabelecer uma relação de empatia com o paciente e familiares” e identificar e calcular riscos genéticos.

O projeto bloquista propõe recomendar ao governo “que desenvolva as ações necessárias para reconhecer e regulamentar a profissão de aconselhador genético”.

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