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Bloco propõe que saúde mental seja prioridade

22,9% dos portugueses sofreram de alguma doença psiquiátrica no último ano. Moisés Ferreira pensa que em todas as legislaturas se diz que o tema é prioritário, “mas nunca o é”. O partido vai chamar ao Parlamento o diretor do Programa de Saúde Mental, Miguel Xavier, para analisar o cumprimento deste.
Foto de Guilherme Yagui.

O Estudo Epidemiológico Nacional de Saúde Mental dá números preocupantes sobre o estado da saúde mental no país. 22,9% dos portugueses sofreram alguma doença psiquiátrica nos últimos doze meses, 16,5% foram afetados por perturbações de ansiedade e 7,9% por sintomas depressivos.

O deputado bloquista Moisés Ferreira considera, por isso, que na Europa Portugal é “dos países em que há mais prevalência de doença mental”, com “mais consumo de psicofármacos” enquanto que os recursos continuam a ser insuficientes.

Por isso, o partido decidiu fazer um pedido de audição parlamentar ao diretor do Programa de Saúde Mental, Miguel Xavier. O Bloco quer saber em que estado está a concretização dos seus objetivos, “bem como as dificuldades" que se detetaram para os concretizar.

Esta foi a forma escolha pelo Bloco para afirmar que “a saúde mental tem de ser uma prioridade" e "colocar o tema no centro do debate”. Até porque “de legislatura para legislatura, há sempre quem diga que a saúde mental é uma prioridade mas nunca o é”, acusa Moisés Ferreira.

O deputado recorda ainda que o partido propôs, no orçamento de Estado do ano passado, medidas como “a criação de pelo menos uma equipa-piloto de saúde mental comunitária por cada Administração Regional de Saúde”. Passado um ano, é tempo de apurar “que trabalho foi feito para que entrem em funcionamento”.

Outra das prioridades do partido é a contratação de mais funcionários para o setor: fazem falta psicólogos no Serviço Nacional de Saúde, assim como mais psiquiatras e assistentes sociais. E outra das apostas que deve ser feita é na prevenção num país em que se “gasta imenso em psicofármacos” e em que as baixas devido a problemas de saúde mental são também elevadas.

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