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Bloco propõe fornecimento de refeições escolares durante o Verão

Mais de 30 mil alunos beneficiaram das refeições escolares durante a crise pandémica. O prolongamento deste sistema evitará que “milhares de crianças e jovens” regressem às aulas sem “terem passado por maiores carências económicas e alimentares”, diz a deputada Joana Mortágua.
Toninho Tavares/Agência Brasil
Toninho Tavares/Agência Brasil

Na proposta apresentada esta terça-feira, o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda recomenda que o fornecimento de refeições escolares para os alunos que beneficiam de ação social escolar seja prolongada durante o verão, independentemente da interrupção letiva, evitando que “milhares de crianças e jovens” regressem às aulas sem “terem passado por maiores carências económicas e alimentares”, argumenta a deputada Joana Mortágua.

"O prolongamento da crise social que afeta os seus agregados familiares aconselha a que as cantinas continuem a funcionar após o final do presente ano letivo", diz ainda a deputada.

A garantia do acesso às refeições escolares foi uma das medidas mais importantes para atenuar os efeitos da crise pandémica sobre as crianças durante o estado de emergência, tendo cada agrupamento assegurado uma escola de referência para os encarregados de educação levantarem refeições. Cerca de 30 mil alunos têm beneficiado da manutenção das refeições escolares.

“Cerca de 700 cantinas escolares ficaram abertas não só para fornecer refeições aos filhos e dependentes dos trabalhadores de serviços essenciais, como também aos alunos e às alunas com menos recursos económicos”, pode ler-se no projeto.

A nível municipal, no início de julho, o Partido Socialista chumbou esta mesma proposta em Matosinhos, município duramente afetado pela crise. “Assegurar as refeições essenciais, numa altura de emergência, não deveria sequer ser alvo de proposta ou votação, mas um gesto de responsabilidade e de humanidade por parte de quem gere este Município”, diz Carla Silva, deputada municipal do Bloco, sublinhando que, “além disso, a argumentação de que os apoios são mais do que suficientes, de que já há várias instituições de solidariedade no concelho ou de que não há enquadramento legal para a cabimentação desse tipo de verbas é, no mínimo, lamentável, mas, simultaneamente, revelador da falta de dever cívico, de justiça, de equidade e a ausência de sentido ético” por parte do executivo camarário PS. 

 

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