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Bloco Madeira elege nova direção

A VII Convenção Regional do Bloco de Esquerda Madeira aprovou este domingo, dia 4 de março, a moção de orientação política “Bloco de Verdade” e elegeu a nova Comissão Coordenadora Regional. A lista encabeçada pelo deputado Paulino Ascensão venceu com 114 votos, num total de 182 votantes.
A nova Comissão Coordenadora Regional será composta por treze pessoas da “Moção A – Bloco de Verdade” e oito pessoas da “Moção B - Mais Bloco, Melhor Futuro”,

A nova Comissão Coordenadora Regional será composta por treze pessoas da “Moção A – Bloco de Verdade”, encabeçada pelo deputado do Bloco Madeira na Assembleia da República, Paulino Ascensão, e oito pessoas da “Moção B - Mais Bloco, Melhor Futuro”, cujo primeiro subscritor é Roberto Almada, até aqui coordenador regional.

Durante a sua intervenção, Paulino Ascensão assinalou “a força com que o Bloco da Madeira sai desta Convenção”.

“Todos contam, todos fazem falta, somos poucos para o imenso trabalho que há a fazer”, frisou o deputado bloquista.

Paulino Ascensão afirmou que “a emigração dos jovens madeirenses não é uma fatalidade, é o resultado de maus governos”, avançando que o atual executivo “volta a insistir em propostas que já falharam” e em “caminhos que já levaram à bancarrota no passado”.

De acordo com o dirigente do Bloco, é preciso “combater a lógica do imediatismo, ter uma visão de futuro e criar condições para que os nossos filhos possam ter aqui a sua vida”.

Com o Bloco de Esquerda conseguimos fazer as escolhas que contam

O líder do Grupo Parlamentar bloquista, Pedro Filipe Soares, sinalizou a profundidade e a qualidade do debate na Região Autónoma da Madeira, destacando a presença de vários jovens, “que dão certeza da continuidade do projeto do Bloco para o futuro”.

Pedro Filipe Soares lembrou que, nas eleições legislativas regionais na Madeira em 2015, “vencemos um período difícil para o Bloco”, elegendo dois deputados, o que representou o melhor resultado alguma vez alcançado na região autónoma.

Sobre o panorama nacional, o dirigente do Bloco referiu que o partido soube “fazer as pontes para construir os caminhos” mas nunca se vendeu ao poder, transformando-o, ao invés.

Pedro Filipe Soares apontou ainda que o caminho da recuperação de rendimentos permitiu uma “economia que cria hoje emprego quando no passado estava a destrui-lo”.

“As escolhas que contam nunca foram feitas sem o Bloco de Esquerda, mas com o Bloco de Esquerda conseguimos fazer as escolhas que contam. E isso iniciou-se aqui na Madeira. Foi aqui que esse alento foi tornado realidade”, assinalou.

O líder parlamentar bloquista falou ainda das limitações da situação atual.

“A situação atual do país é muito mais positiva do que aquela que tínhamos no passado, quer com a direita, quer com o PS sozinho a governar, mas ela está longe de ser uma situação sem limitações na vida das pessoas”, vincou.

Pedro Filipe Soares destacou, sobretudo, os direitos do trabalho, afirmando que há "claras limitações" do PS nesse campo: "Aquilo que podia ser feito, o governo do Partido Socialista não está a ter coragem de fazer", vincou.

"Vemos que há propostas de combate à precariedade e o PS comprometeu-se com limitar o acesso das empresas aos contratos temporários mas não teve coragem de o fazer", adiantou o dirigente do Bloco de Esquerda.

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