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Bloco Madeira apresentou Manifesto às Eleições Regionais

Na apresentação, Paulino Ascenção disse que a Madeira vive “num colonialismo modernizado" liderado pelos novos "patrões" da região. Pedro Filipe Soares afirmou que um voto no Bloco “vai da Madeira para o país virar a página das maiorias absolutas, e garantir uma política de progresso".
Paulino Ascenção defendeu “uma Madeira para todos, sem senhorios, sem donos, onde todos tenhamos oportunidade de realização profissional, onde o futuro seja para todos e não seja só para alguns" - Foto de Bloco de Esquerda Madeira
Paulino Ascenção defendeu “uma Madeira para todos, sem senhorios, sem donos, onde todos tenhamos oportunidade de realização profissional, onde o futuro seja para todos e não seja só para alguns" - Foto de Bloco de Esquerda Madeira

O Bloco de Esquerda Madeira apresentou neste sábado o manifesto às eleições regionais (a que pode aceder clicando no link abaixo), que têm lugar no próximo dia 22 de setembro. O líder parlamentar do Bloco de Esquerda, Pedro Filipe Soares esteve presente na iniciativa.

Paulino Ascenção, coordenador do Bloco Madeira e cabeça de lista às eleições regionais, afirmou na sessão de apresentação, segundo a Lusa: "Agora temos um sistema de colonia, modernizado, em que tudo o que consumimos paga um tributo ao grupo Sousa; quando circulamos nas vias rápidas pagamos um tributo aos grandes empreiteiros, com a Afavias e Jaime Ramos [ex-secretário geral do PSD-M]; quando vamos à Inspeção Automóvel, pagamos também um tributo à família Henriques, e temos a Zona Franca do Caniçal, que devia ter servido para diversificar a economia, e serve para dar 50 milhões de euros ao grupo Pestana".

Paulino Ascenção defendeu a mudança do "estado de coisas", considerando que "o sistema de colonia [em que o colono tinha de pagar um terço do melhor que produzia ao senhorio por trabalhar a terra e que vigorou até 25 de abril de 1974] já acabou".

"Nós somos o único partido que o afirma sem tibiezas, sem se esconder atrás de discursos redondos. Não basta falar em mudar, ter coragem para mudar [alusão ao candidato do PS à presidência do Governo Regional, Paulo Cafôfo], é preciso assumir, preto no branco, onde estão as situações que têm de ser mudadas", afirmou o cabeça de lista do Bloco Madeira.

E declarou: "Vamos, daqui, [na Praça Amarela do Funchal] construir uma Madeira para todos, sem senhorios, sem donos, onde todos tenhamos oportunidade de realização profissional, onde o futuro seja para todos e não seja só para alguns".

Na sua intervenção, Pedro Filipe Soares criticou as declarações do presidente honorário do PS, Carlos César, que esteve neste sábado na Madeira nos Estados Gerais do PS.

"Carlos César, curiosamente, aqui na Madeira, nos Estados Gerais do PS, parecia não aprender com o que foram quase 40 anos de maiorias absolutas do PSD na Madeira, e do PSD e CDS a nível nacional, e dizia ele que o que fazia mais falta era força ao PS para que o PS pudesse dispensar as pressões à esquerda", criticou o líder parlamentar bloquista.

E apontou: "são as forças das pessoas que dizem que querem um país onde possam viver, com serviços públicos que lhes sirvam a elas e não aos interesses privados, com lei laborais que respeitem os trabalhadores e que não sejam para exploração, e com um Estado que exista para servir as pessoas, não os negócios de alguns".

"Um voto no Bloco de Esquerda, um voto nesta força de mudança vai da Madeira para o país virar a página das maiorias absolutas, e garantir uma política de progresso", concluiu Pedro Filipe Soares, alertando para "quando alguém vem dizer que o que faz falta é um empurrãozinho para uma maioria absoluta qualquer, nós sabemos que o que está a dizer é a força para poder virar as costas às pessoas, às suas vontades de um futuro melhor".

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