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Bloco insiste em denunciar poluição no rio Pavia

Após a queixa apresentada em julho a várias entidades, o município e a Águas de Viseu dizem ter feito obras de reabilitação e limpeza das margens e leito do rio. Mas a situação não melhorou, afirma a distrital bloquista.
Poluição no rio Pavia
Poluição no rio Pavia. Foto Bloco de Esquerda/Viseu.

No dia 24 de julho, a concelhia do Bloco de Esquerda de Viseu registou as imagens de um rio que mais parecia um esgoto a céu aberto no curso de água entre o Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental (CMIA) e o recinto da feira semanal de São Mateus. Por entre dejetos, líquidos não identificados e dezenas de peixes mortos, as imagens foram entregues junto com a queixa a várias entidades, como a autarquia de Viseu, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA-GNR) e Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

A resposta ao pedido de esclarecimento feito à autarquia e à Águas de Viseu refere que tiveram início obras de reabilitação orçadas em cerca de 43 mil euros, à semelhança do que foi feito em anos anteriores. As obras arrancaram a 9 de julho, mas as imagens recolhidas duas semanas depois mostram que o seu efeito não se fez sentir.

O Bloco voltou esta semana a questionar ambas as entidades sobre quais as obras já realizadas e o que foi feito para solucionar a situação na zona identificada na queixa apresentada em julho.

“Há motivos para a estagnação e falta de oxigenação da água do Rio Pavia e estes prendem-se com a falta de cuidados crónicos em relação ao mesmo”, afirma a distrital do Bloco/Viseu, referindo que no fim de semana de 17 e 18 de agosto também  foi possível registar “o drástico esvaziamento do rio e a consequente morte de algumas espécies”.

A autarquia reagiu no dia seguinte, afirmando ter constatado “a existência de uma fenda de grandes dimensões na base do açude da Casa da Ribeira, que originou a perda da água represada pelo açude” e a morte dos peixes. Por seu lado, o Bloco diz-se preocupado com “a frequência com que a fauna e flora do Rio Pavia são afectadas por constantes “acidentes” que sempre são tomados como alheios às entidades que deveriam ser competentes nesta matéria”.

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