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Bloco exige inspeção a toda a rede do Metro de Lisboa

Em causa está a derrocada do túnel do Metro de Lisboa entre as estações de São Sebastião e Praça de Espanha. Bloco quer acesso aos documentos do processo e projetos da empreitada e propõe que a ligação da Carris entre Marquês de Pombal e Laranjeiras seja alimentada por mais autocarros.
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Foto de Paula Nunes

Em comunicado, o Bloco de Lisboa informa que “no seguimento da preocupante derrocada do tecto do túnel do Metro de Lisboa entre as estações de São Sebastião e Praça de Espanha, o Bloco avança com duas propostas e uma exigência que considera fundamentais para repor a normalidade na circulação e, sobretudo, garantir a segurança dos lisboetas”.

Os bloquistas querem que “a ligação entre o Marquês de Pombal e as Laranjeiras pela Carris deve ser de imediato alimentada por mais autocarros. As filas intermináveis que se viram ao longo da manhã de hoje, dia 30, são prova de que o que foi mobilizado não é suficiente e continuará a não o ser perante a morosidade prevista para a recuperação da linha”.

A exigência de uma inspeção conjunta a toda a rede de metro, que tem mais de 30 anos, a ser elaborada entre o Laboratório Nacional de Engenharia Civil, a Câmara Municipal de Lisboa e o Metro de Lisboa, também está incluída na nota enviada à imprensa. Para o Bloco/LIsboa, “esta derrocada de uma galeria com cerca de 50 anos pôs a nu a fragilidade da rede e as consequências trágicas que pode ter, por exemplo, em caso de evento sísmico”.

Por último, o partido quer “o acesso aos documentos do processo e projetos da empreitada da Praça de Espanha” e acrescenta que “todas as obras com proximidade do Metro carecem de parecer e fiscalização regular do Metropolitano e da empresa responsável, no caso a Sociedade de Reabilitação Urbana”.

Embora a monitorização das condições dos túneis do Metro de Lisboa seja feita regularmente, o Bloco de Lisboa entende que “é necessário um levantamento geral, de forma a garantir a segurança dos lisboetas. Esta decisão custa dinheiro, mas a segurança de quem todos os dias utiliza o metro, assim como quem frequenta as escolas de Lisboa, tem de ser a nossa prioridade”.

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