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Bloco entregou esta quinta-feira a lista de Lisboa

Na entrega da lista do Bloco distrito de Lisboa, Mariana Mortágua mostrou-se confiante com a perspetiva de crescimento do partido. E Diana Andringa, a mandatária distrital, sublinhou que aceitou assumir este papel porque o Bloco “tratou de assuntos que mais ninguém tinha tratado”.
Entrega da candidatura de Lisboa. Legislativas 2019.
Entrega da candidatura de Lisboa. Legislativas 2019. Foto de Paula Nunes.

Mariana Mortágua está confiante nos resultados que o Bloco vai ter nas próximas legislativas. Assume mesmo que há uma “perspetiva de crescimento e que as pessoas reconheçam o trabalho que temos feito até aqui”.

Sobre a lista que encabeça esclarece que é uma “lista de continuidade”, dada a avaliação positiva feita sobre o trabalho realizado pelos parlamentares do Bloco, mas também uma lista que não tem medo de apresentar “novas caras” que representam as lutas que o Bloco foi acompanhando.

“Não estou mais ou menos de acordo com os direitos laborais conforme os períodos eleitorais”

Questionada sobre o processo de luta dos motoristas de matérias perigosas, a deputada bloquista começou por sublinhar que a primeira preocupação “do Bloco é que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados acima de tudo.” Já a segunda preocupação é “que se encontre um acordo”, destacando-se que “ambas as partes devem estar disponíveis para negociar sem pré-condições” e que a mediação do governo deve ser “imparcial e justa”.

Quando os jornalistas insistiram em perguntar sobre consequências eleitorais da greve, Mariana Mortágua foi peremptória: “não estou mais ou menos de acordo com os direitos laborais conforme os períodos eleitorais”

É importante que o país se mobilize com o que se passa na Amazónia

A propósito dos incêndios na Amazónia, a dirigente bloquista declarou que “é importante que o país se mobilize, que o governo se mobilize, que as forças políticas se mobilizem” para responder a “uma catástrofe de dimensões mundiais”.

Mariana Mortágua sabe que “a desflorestação e a devastação da Amazónia não começou hoje” mas também sabe que o “processo tem-se agravado, em particular desde a eleição de Bolsonaro”. Isto porque o atual presidente brasileiro “já demonstrou várias vezes que está mais interessado com os interesses do agro-negócio e com os interesses da exploração mineira do que com a proteção das comunidades indígenas da Amazónia ou do que as ONGs que têm protegido a Amazónia até hoje”.

Bolsonaro promoveu um “ataque às comunidades indígenas” através do “favorecimento destas grandes empresas que querem a Amazónia para a sua exploração e para o seu negócio e que beneficiam com estes incêndios porque podem depois ir lá fazer o seu lucro e implantar o seu negócio”.

Para além da “mensagem de apoio às comunidades da Amazónia”, é preciso compreender que a Amazónia é “um problema do mundo”. Daí que sejam necessárias “ações que pressionem o governo brasileiro a tomar medidas de proteção da Amazónia” e a parar “com este ataque que põe o lucro e os grandes interesses à frente do interesse ambiental mundial”.

O Bloco tratou de assuntos que mais ninguém tinha tratado

Diana Andringa é a mandatária distrital da lista do Bloco em Lisboa. No ato de entrega afirmou que é mandatária porque o Bloco “respeita as pessoas mais velhas” e porque se identifica com os pontos de vista do partido.

A jornalista considera que o Bloco “é um partido extremamente importante” que “marcou muito a política em Portugal, tratou de muitos assuntos de que nunca ninguém tinha tratado” e “mostrou que as mulheres não devem estar na sombra”.

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