Mariana Mortágua está confiante nos resultados que o Bloco vai ter nas próximas legislativas. Assume mesmo que há uma “perspetiva de crescimento e que as pessoas reconheçam o trabalho que temos feito até aqui”.
Sobre a lista que encabeça esclarece que é uma “lista de continuidade”, dada a avaliação positiva feita sobre o trabalho realizado pelos parlamentares do Bloco, mas também uma lista que não tem medo de apresentar “novas caras” que representam as lutas que o Bloco foi acompanhando.
“Não estou mais ou menos de acordo com os direitos laborais conforme os períodos eleitorais”
Questionada sobre o processo de luta dos motoristas de matérias perigosas, a deputada bloquista começou por sublinhar que a primeira preocupação “do Bloco é que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados acima de tudo.” Já a segunda preocupação é “que se encontre um acordo”, destacando-se que “ambas as partes devem estar disponíveis para negociar sem pré-condições” e que a mediação do governo deve ser “imparcial e justa”.
Quando os jornalistas insistiram em perguntar sobre consequências eleitorais da greve, Mariana Mortágua foi peremptória: “não estou mais ou menos de acordo com os direitos laborais conforme os períodos eleitorais”
É importante que o país se mobilize com o que se passa na Amazónia
A propósito dos incêndios na Amazónia, a dirigente bloquista declarou que “é importante que o país se mobilize, que o governo se mobilize, que as forças políticas se mobilizem” para responder a “uma catástrofe de dimensões mundiais”.
Mariana Mortágua sabe que “a desflorestação e a devastação da Amazónia não começou hoje” mas também sabe que o “processo tem-se agravado, em particular desde a eleição de Bolsonaro”. Isto porque o atual presidente brasileiro “já demonstrou várias vezes que está mais interessado com os interesses do agro-negócio e com os interesses da exploração mineira do que com a proteção das comunidades indígenas da Amazónia ou do que as ONGs que têm protegido a Amazónia até hoje”.
Bolsonaro promoveu um “ataque às comunidades indígenas” através do “favorecimento destas grandes empresas que querem a Amazónia para a sua exploração e para o seu negócio e que beneficiam com estes incêndios porque podem depois ir lá fazer o seu lucro e implantar o seu negócio”.
Para além da “mensagem de apoio às comunidades da Amazónia”, é preciso compreender que a Amazónia é “um problema do mundo”. Daí que sejam necessárias “ações que pressionem o governo brasileiro a tomar medidas de proteção da Amazónia” e a parar “com este ataque que põe o lucro e os grandes interesses à frente do interesse ambiental mundial”.
O Bloco tratou de assuntos que mais ninguém tinha tratado
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Diana Andringa é a mandatária distrital da lista do Bloco em Lisboa. No ato de entrega afirmou que é mandatária porque o Bloco “respeita as pessoas mais velhas” e porque se identifica com os pontos de vista do partido.
A jornalista considera que o Bloco “é um partido extremamente importante” que “marcou muito a política em Portugal, tratou de muitos assuntos de que nunca ninguém tinha tratado” e “mostrou que as mulheres não devem estar na sombra”.