Está aqui

Bloco defende contrato de serviço público com a Transtejo/Soflusa

Menos barcos, viagens suprimidas, serviço de transporte de viaturas inexistente. O partido considera que estas dificuldades no transporte fluvial no Tejo se devem a falta de financiamento e à inexistência de um contrato de serviço público.
Foto de Gerard Girbes Berges/Flickr
Foto de Gerard Girbes Berges/Flickr

Em 2014 o contrato de serviço público de transportes entre a Transtejo e Soflusa e o Estado português caducou. Desde então, avalia o Bloco, as dificuldades destas empresas têm vindo a agravar-se e o serviço prestado deteriorou-se, como o provaria o número de viagens suprimidas.

O comunicado do Grupo Parlamentar do Bloco alerta que isso “prejudica os passageiros que necessitam de previsibilidade no cumprimento de horários”.

Para além disto, informam os deputados, “nos últimos meses de 2018 a situação agravou-se, passando a ser frequente na carreira Cacilhas-Cais do Sodré funcionar com duas em vez das três embarcações necessárias ao cumprimento dos horários e nas do Montijo e Seixal com apenas uma. Na carreira Trafaria-Porto Brandão tem sido muito frequente a interrupção pura e simples do serviço de transporte de viaturas, não havendo por vezes qualquer serviço.”

Acrescentam ainda que a segurança “evidencia grandes problemas” uma vez que portas e saídas de segurança avariam e que há sobrelotação nas viagens efetuadas.

O Bloco aponta o dedo à “crónica falta de financiamento no transporte fluvial”, considerando que “a empresa sobrevive capturada por uma lógica empresarial absurda de completa dependência de meios, sujeita a autorização prévia casuística dos principais gastos de gestão por parte do Ministério das Finanças”

Parte da solução seria pois a assinatura de um contrato de serviço público de transportes com a Transtejo e a Soflusa que permitisse “identificar os meios, definir objetivos de gestão e padrões de qualidade no cumprimento de um serviço público de transportes”.

Seria a forma de conseguir admitir mais recursos humanos, requalificar cais e pontões de acesso e de adquirir novas embarcações. Aliás, para concretizar esta última prioridade, o partido recomendou que fosse feito um concurso público até ao final do primeiro trimestre de 2019.

Termos relacionados Política
(...)