O Bloco de Esquerda defendeu hoje a contratação de mais 5 000 novos profissionais de saúde para fazer face às necessidades relacionadas com a passagem às 35 horas semanais.
Em reunião da Comissão de Saúde, Moisés Ferreira considerou ainda que a contratação de 2 000 trabalhadores é manifestamente insuficiente. O deputado bloquista prevê mesmo que o Governo devia contratar entre cinco a seis mil profissionais de saúde para garantir o funcionamento dos serviços com a passagem dos profissionais de saúde das 40 para as 35 horas semanais.
"Não venha o senhor Ministro da @saude_pt dizer que não contrata [profissionais da #Saúde] por causa do troço do #IP3", diz @moisesscf em audição parlamentar. #SNS pic.twitter.com/xDL7T3EZny
— Esquerda.Net (@EsquerdaNet) July 4, 2018
O ministro da Saúde Adalberto Campos Fernandes repetiu na reunião os dados que tem revelado nas últimas semanas: está prevista a contratação de 2 000 profissionais e foram contratados até final do mês de maio 1 600 já a contar com a passagem às 35 horas de trabalho semanais.
“Não são necessários 2 000 profissionais apenas. São necessários entre 5 000 a 6 000 profissionais para garantir o funcionamento dos serviços. Não é uma reivindicação dos sindicatos, é a necessidade dos serviços”, afirmou o deputado do Bloco de Esquerda em interpelação ao ministro da Saúde.
O Bloco de Esquerda considerou ainda que o Ministério da Saúde está a aplicar as 35 horas de trabalho semanais, mas a fazer depois com que os profissionais trabalhem muitas horas suplementares, que muitas vezes não são pagas, indo para uma bolsa de horas.
Recorde-se que a passagem às 35 horas semanais dos enfermeiros, assistentes e técnicos de diagnóstico, que teve lugar no passado dia 1 de julho, foi marcada por protestos de representantes do setor justamente devido à falta de trabalhadores em número suficiente para dar resposta às necessidades de trabalho.