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Bloco de Santo Tirso quer eleições intercalares “em nome da transparência”

Com o presidente eleito da Câmara de Santo Tirso, Joaquim Couto, detido no âmbito da operação Teia, assumiu o cargo Alberto Costa que é arguído num processo em que é suspeito de participação económica em negócio e recebimento indevido de vantagem. O Bloco local exige eleições.
Câmara Municipal de Santo Tirso. Foto de Vitor Oliveira

Em comunicado, o Bloco de Esquerda de Santo Tirso alega o princípio da “separação de poderes” para não se pronunciar sobre a operação Teia, o caso que levou à detenção de Joaquim Couto, presidente da autarquia local. Para os bloquistas, “este processo que deverá ser resolvido apenas pela Justiça portuguesa”.

Contudo, a estrutura local do partido não deixa de realçar que a renúncia de Joaquim Couto deste cargo cria “um problema político” ao qual “acresce”, dizem, o facto do novo presidente da Câmara, Alberto Costa, ser também ele arguido só que num outro processo.

Recorde-se que Alberto Costa e Maria Cacilda de Sousa, chefe de divisão na Câmara, tinham sido constituídos arguidos em dezembro de 2018 por participação económica em negócio e recebimento indevido de vantagem. Suspeita-se da forma como foi adquirida uma viatura elétrica que custou cerca de 40 mil euros e que teria constituído um alegado favorecimento a um empresário local.

Este empresário foi um dos cinco detidos no âmbito de uma investigação sobre uma rede que criava empresas fantasma geridas por testas-de-ferro que sobrefaturavam gastos de forma a beneficiar de fundos comunitários. São acusados de associação criminosa, fraude fiscal, branqueamento, fraude fiscal e participação económica em negócio.

Perante esta situação, a concelhia do Bloco de Santo Tirso pensa que “por uma razão de coerência política” o novo presidente “só pode tomar o mesmo ato de demissão do anterior Presidente da Câmara”.

Seja como for, o Bloco considera que é “impreterível uma clarificação política no concelho”. E,“em nome da transparência”, defende que “o Partido Socialista não apresenta mais condições políticas para cumprir o restante mandado autárquico”. A conclusão da concelhia bloquista é, portanto, que é “necessário chamar, novamente, os tirsenses a pronunciarem-se, em urna, sobre o caminho que o concelho deve seguir”.

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