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Bloco comemora 20 anos com comício e lançamento de revista Esquerda

O comício, a 9 de março, no Mercado de Culturas, em Lisboa, e com início às 15h30, contará com intervenções de Fernando Rosas, Francisco Louçã, Luís Fazenda, Marisa Matias e Catarina Martins e com um momento musical com Fado Bicha e OMIRI. Durante a iniciativa será lançada a revista anual Esquerda, que irá para as bancas na semana seguinte.
Foto de Paulete Matos.

A comemoração do vigésimo aniversário do Bloco de Esquerda está agendada para a tarde de 9 de março, sábado, às 15h30, no Mercado de Culturas, e incluirá as intervenções da atual coordenadora bloquista, Catarina Martins, da eurodeputada Marisa Matias, cabeça de lista do Bloco às eleições europeias, e de três fundadores do partido: Fernando Rosas, Francisco Louçã e Luís Fazenda.

Durante a iniciativa será lançada a revista anual Esquerda, disponível em versão impressa com distribuição nacional e que aborda com um olhar crítico as grandes transformações na política e na sociedade do nosso tempo, em Portugal e no mundo.

Vinte anos após a Conferência fundadora do Bloco de Esquerda, a primeira edição da revista Esquerda “olha para o trajeto do Bloco desde a fundação e para temas que marcam hoje o combate político neste Mundo mais desigual: o crescimento da xenofobia sobre os escombros da austeridade; as novas formas de precarização das relações laborais; a cultura violenta dessa fragmentação social - a manipulação da opinião pública através de novos meios digitais; a política monetária que submete os povos e protege a grande fraude fiscal”, lê-se no texto de apresentação da publicação.

A revista Esquerda é produzida pela mesma equipa que faz o diário online Esquerda.net, “referência nos media digitais portugueses há mais de uma década” e nela “são desenvolvidos assuntos ali tratados no dia-a-dia das notícias, da realidade trágica da violência de género em Portugal às tensões nacionais no centro da política espanhola, da especulação imobiliária que expulsa moradores das zonas históricas aos primeiros meses de mandato do governo Bolsonaro no Brasil”.

Na publicação é evocada Rosa Luxemburg, gigante do socialismo assassinada há cem anos, como também se lança um olhar “para a alternativa que se constrói todos os dias: os desafios do movimento feminista global, as propostas ecossocialistas pela justiça climática, as vitórias contra o proibicionismo da canábis, as lutas de resistência ao agronegócio e pelo direito à alimentação, os diálogos entre cristãos e marxistas”.

Com uma publicação anual, a Esquerda “estreia-se num momento particularmente exigente” e “existe para ser um instrumento útil para o debate de ideias para o pensamento da esquerda, aqui e agora”.

“E irá certamente desiludir quem julgar ter nas mãos um almanaque de campanha partidária em ano eleitoral”, sinaliza o texto.

A revista terá 148 páginas de ideias e combates, incluindo uma cronologia dos 20 anos do Bloco, artigos, infografias e entrevistas à volta do crescimento da xenofobia na Europa, da crise do euro, da fraude fiscal, feminismos e violência de género, trabalho e precariedade, robotização e uberização, as tensões nacionais na vida política espanhola e o início do governo Bolsonaro, entre muitos outros temas. Para além de uma grande entrevista a Fernando Rosas, este número inicial da Esquerda conta com a participação das eurodeputadas Ana Gomes e Marisa Matias e muitos outros autores, como Luís Trindade,  João Teixeira Lopes, Francisco Louçã, António Brandão Moniz, Maria da Paz Campos Lima, António Louçã, Andrea Peniche, Ana Cansado, Sandra Cunha, Luís Fazenda, Ricardo Cabral e Mariana Mortágua, entre muitos outros.

Na publicação serão ainda incluídos contos de Gabriela Ruivo Trindade, Luís Rainha, um excerto do livro "Hotel Lusitano" de Rui Zink e uma carta inédita de Urbano Tavares Rodrigues ao filho, fotogalerias de Paulete Matos, Valter Vinagre e Sebastião Pernes e uma banda desenhada de Fernando Relvas, o mestre da BD desaparecido em 2017 e evocado na Esquerda por Viriato Teles.

 

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