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Barcelona lança campanha de fiscalização contra alojamento local ilegal

O executivo municipal de Barcelona reforçou as equipas de fiscalização e criou ferramentas informáticas de cruzamento de dados que identificam automaticamente se um apartamento está ou não licenciado. 
Foto Open Grid Scheduler / Grid Engine, Flickr.
Foto Open Grid Scheduler / Grid Engine, Flickr.

Barcelona lançou uma campanha de fiscalização contra o alojamento local não licenciado. De acordo com o executivo municipal de Ada Colau, existem cerca de 16 mil quartos em alojamento local, dos quais cerca de 7 mil não são licenciados. 

Em 2016, a cidade multou a plataforma Airbnb em 600 mil euros por continuar a publicitar quartos não licenciados. Mas a prática manteve-se inalterada. Por isso, o município duplicou de 20 para 40 o número de inspetores cuja função é exclusivamente encontrar ofertas ilegais de alojamento local, com um sistema informático de confirma automaticamente se o local está ou não licenciado. 

No próximo ano, o número de inspetores já terá aumentado para 100, e será capaz de cruzar dados de publicidade das plataformas online e o registo de licenciamento da câmara, garantindo a eficácia necessária para combater o problema. 

As multas também aumentaram, com os donos dos quartos não licenciados a estarem expostos a 60 mil euros de multa caso sejam identificados. 

Segundo Daniel Pardo, da Associação de Moradores por um Turismo Sustentável de Barcelona, todas as plataformas de alojamento local afirmam que as ofertas que apresentam estão licenciados.  No entanto, “muitas apresentam um número de licença falso. Airbnb pode ser a que mais licenças falsas apresenta, mas todas fazem o mesmo”. 

Para Janet Sanz, vereadora da habitação, o município sabe do problema e estão a criar uma plataforma informática que permite verificação rápida por parte dos inspectores. “A nossa atitude é tolerância zero. Faremos tudo para garantir o direito à habitação na cidade.” 

As plataformas reagem, reclamando que a maioria das ofertas está a garantir que pequenos proprietários partilhem as receitas do turismo, algo que Silvia Arrue, coordenadora da equipa de inspetores, rejeita categoricamente: “Muitos proprietários dizem estar a fazer alojamento local por necessidade económica mas a verdade é que são donos de várias propriedades”.  

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