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Banco público de células do cordão umbilical retoma atividade 

Após dois anos de interrupção devido à pandemia, o Banco Público de Células do Cordão Umbilical vai retomar atividade no início de 2023.  
Banco público de células do cordão umbilical retoma atividade. Fotografia: Thinkstock

Devido à pandemia de Covid-19, as colheitas de células do cordão umbilical para o Banco Público estiveram interrompidas. Em declarações à agência Lusa, o diretor deste banco público, Jorge Condeço, informa que tudo está a ser preparado para que a retoma aconteça “no início do próximo ano”. 

Durante este período, a atividade do banco manteve-se relativamente à prestação de colheitas para familiares, em situações específicas, bem como no que concerne à acreditação e validação do processo. 

Jorge Condeço assinalou também algumas das dificuldades com as quais o Banco se depara para a retoma da atividade, entre as quais se inclui a necessidade de adquirir novos reagentes e também a aquisição de sacos de colheita que não existem na Comunidade Europeia e “temos que mandar vir da Suíça, onde está o fornecedor. O que acontece é que temos imensas dificuldades em mandar vir os sacos porque é extracomunitário”. 

Atualmente, o Banco Público de Células do Cordão Umbilical tem criopreservadas 400 amostras. Estas podem ser armazenadas por cerca de vinte anos, mantendo todas as características.

Sobre a importância da existência do banco público, e a diferença para os bancos privados, Jorge Condeço sintetizou: “O banco público tem uma questão fundamental, que é a questão da dádiva. De colocarmos ali potencialmente algo que pode ser útil para outro. É uma dádiva benévola, altruísta e voluntária”.

O que é o Banco Público de Células do Cordão Umbilical

Criado em 2009, através do Despacho n.º 14879/2009 de 2 de julho, o Banco Público de Células do Cordão Umbilical está atualmente integrado no Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST). 

Este é um banco público que efetua à receção, análise, processamento, criopreservação e distribuição de dádivas benévolas e altruístas de sangue do cordão umbilical .

Neste momento, trabalham a tempo inteiro no Banco Público um médico, dois técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica e um assistente operacional a tempo inteiro. A tempo parcial estão três enfermeiros e dois técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica.

Desde a sua fundação, o Banco Público de Células do Cordão Umbilical sempre se deparou com muitas dificuldades de financiamento, repercutindo-se, naturalmente, na sua capacidade de resposta e funcionamento. 

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