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Banco Mundial: Covid-19 vai empurrar milhões para a pobreza na Ásia e Pacífico

Projeções anteriores do Banco Mundial apontavam para 35 milhões de pessoas na Ásia Oriental e do Pacífico a saírem do limiar da pobreza. Com a pandemia, o pior cenário aponta agora para 11 milhões a verem o seu rendimento diário cair abaixo dos 5 euros.
Asia Development Bank/Flickr

A primeira projeção pós Covid-19 aponta para o facto de que a pandemia terá sérios efeitos para os mais pobres. Estima-se agora que menos 24 milhões de pessoas consigam sair do limiar da pobreza, calculado em cinco euros diários. No pior dos cenários haverá mesmo mais 11 milhões de pessoas nessa situação. As projeções anteriores ao surto apontavam para que 35 milhões de pessoas escapariam a essa situação, incluindo 25 milhões apenas na China.

A vice presidente do Banco Mundial para a Ásia Oriental e Pacífico, Victoria Kwakwa, afirmou que os países desta região “já estavam a debater-se com as tensões do comércio internacional e as repercussões da propagação da Covid-19 na China, estão agora confrontados com um impacto mundial.” E, acrescentou, “a boa notícia é que a região tem potenciais que pode explorar, mas os países terão que agir rapidamente e a uma escala nunca antes imaginada.”

Entre outras medidas, o relatório recomenda investimentos urgentes na capacidade nacional em termos de cuidados de saúde e na prevenção a longo termo, e medidas fiscais específicas, como subsídios para pagamento dos cuidados de saúde. O relatório recomenda ainda a facilitação de crédito para permitir aos agregados familiares estabilizar os seus consumos e ajudar as empresas a sobreviver ao impacto imediato.

Para Aaditya Mattoo, economista chefe do Banco Mundial para as regiões asiáticas, “além de ações nacionais arrojadas, uma cooperação internacional é a vacina mais eficaz contra esta ameaça virulenta. Os países da Ásia Oriental e do Pacífico, e todos os países, devem combater esta doença juntos, manter o comércio aberto e coordenar as políticas macro-económicas.

O Banco Mundial considera que o perdão da dívida para os países mais pobres é essencial para que os recursos cruciais destes países sejam centrados na gestão dos impactos da pandemia na economia e na saúde.

A Organização Mundial de Saúde alertou hoje mesmo para o facto da crise pandémica estar muito longe do seu fim nas regiões da Ásia e do Pacífico. Takeshi Kasai, director regional da OMS  para o Pacífico Ocidental, alertou: “esta vai ser uma batalha de longo termo e não podemos baixar a guarda. Precisamos de continuar a preparar-nos para uma transmissão comunitária em larga escala.

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