“Banco mau” impedido de participar na AG de acionistas do BESA

31 de outubro 2014 - 11:28

Pretexto foi que representante do BES chegou atrasada à reunião em Luanda. Banco tinha 55,71% do capital do banco angolano e afirma que decisões tomadas são inválidas. Novo Banco (o “Banco Bom”) entrou na nova estrutura acionista, junto com a Sonangol.

PARTILHAR
"Banco Mau" e "Banco Bom" em lados opostos no BESA

A representante do BES (agora mais conhecido como o “Banco Mau”) foi impedida de participar na assembleia geral extraordinária de acionistas do Banco Espírito Santo Angola (BESA), sob o pretexto de se ter atrasado. O BES tinha 55,71% do capital do BESA e afirma, em comunicado, que "quaisquer decisões que tenham sido tomadas pelos acionistas presentes na referida reunião são inválidas e ineficazes, pelo que irá agir em conformidade".

A AG decidiu a mudança de nome do banco, que passa chamar-se Banco Económico SA, e a entrada de novos acionistas, entre os quais o grupo público angolano Sonangol e o Novo Banco português o (“Banco bom”). “Banco mau” e “Banco bom” assumem, assim, posições contraditórias em relação aos destinos do BESA.

Convocatória adiada e sem documentos

No comunicado, o BES diz que na qualidade de acionista do BESA, com uma percentagem de 55,71%, recebeu uma convocatória, por e-mail de 22 de outubro de 2014, para uma assembleia geral do BESA, a reunir no dia 28 de outubro.

A ordem de trabalhos incluía avaliar a deliberação do Banco Nacional de Angola no âmbito das medidas extraordinárias de saneamento, a determinação do novo capital social e estrutura acionista e a eleição dos órgãos sociais do banco.

Posteriormente, diz o comunicado, o BES " foi informado pelo secretariado da administração do BESA, por e-mail, que a assembleia geral teria lugar, não na data inicialmente prevista mas no dia seguinte, ou seja, dia 29".

"Muito embora tenham sido solicitados, não foram fornecidos quaisquer documentos ou propostas sobre os pontos em discussão", diz ainda o BES, acrescentando que "sem prejuízo da escassa antecedência da convocatória e da preterição de outras formalidades de que dependiam a regularidade da mesma, o BES comunicou que se faria representar na referida assembleia geral, através da mandatária que indicou para o efeito. Contudo, e sob o pretexto de a representante do BES se ter atrasado, foi a mesma impedida de participar na reunião que teve lugar no dia 29".