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Banco Central Europeu injeta mais 109 mil milhões nos bancos

Uma injeção de mais de 109 mil milhões de euros, a uma taxa de juro negativa, aumento de capacidade de compra de títulos dos países em dificuldades por causa do Covid-19 são medidas avançadas recentemente pelo BCE. Mas no seu interior há polémica sobre o caminho a seguir.
Foto do edifício do Banco Central Europeu. Foto ECB/Flickr.
Foto do edifício do Banco Central Europeu. Foto ECB/Flickr.

O BCE anunciou esta quarta-feira que vai injetar mais de 109 mil milhões de euros em 110 bancos a uma taxa negativa. O montante será atribuído à taxa de juro fixa de -0,5%.

A instituição fez saber que pretende “proporcionar um apoio de liquidez imediato ao sistema financeiro da zona euro, apesar de não ver sinais materiais de tensão nos mercados monetários nem escassez de liquidez no sistema bancário”.

Esta injeção de liquidez no sistema bancário não será a única, estando previstas operações adicionais. Esta tem um prazo de 98 dias, outras terão prazos mais alargados.

A decisão tomada pelo BCE foi polémica e obrigou até a instituição a desmentir um dos seus membros, revelando que teria sido tomada por “acordo unânime”.

O governador do Banco Central Austríaco, Robert Holzmann, declarou publicamente que a política monetária do BCE tinha chegado ao seu limite. Numa entrevista ao jornal Der Standard, o economista afirmou que “não podemos resolver o problema por nós próprios, isto é agora em primeiro lugar uma tarefa para a política fiscal. É a responsabilidade dos Estados providenciar confiança e apoio social. A política monetária não pode mascarar o problema.”

O jornal Financial Times revela que decorre um “intenso debate” nos escalões mais altos da instituição sobre a resposta a dar à crise provocada pelo surto do novo coronavírus.

O Banco Central Europeu procura também mostrar que apoiará os países que tenham dificuldades no âmbito desta crise. Anunciou que vai intervir nos mercados da dívida italiana, não deixando cair o país. A semana passada a organização aumentou a capacidade de compra de títulos, italianos e de outros países da eurozona. O programa de compras passou a contar com mais 120 mil milhões de euros neste ano.

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