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Aveiro: Bloco defende medidas de proteção florestal

O Bloco de Aveiro divulgou um comunicado onde critica a ausência de medidas de proteção florestal no concelho. Aveiro foi um dos concelhos afetados pelos incêndios ocorridos em outubro de 2017.
Aveiro: Bloco defende medidas de proteção florestal
Foto de Bloco de Esquerda de Aveiro.

O Bloco de Esquerda de Aveiro critica a falta de medidas de proteção florestal no concelho, constatando que, um ano após o incêndio que assolou o sul do município, o eucalipto “continua a ser a espécie dominante”.

Em comunicado, a concelhia do Bloco de Esquerda visitou as áreas afetadas pelo incêndio ocorrido em outubro de 2017 e, ao contactar com a população em Mamodeiro, constatou que “durante este tempo não existiram políticas públicas para o ordenamento da floresta e que o eucalipto continua a ser a espécie dominante”.

“Há um ano os incêndios ocorreram em plena onda de calor. De registar que um ano depois o país foi assolado por uma forte tempestade. As alterações climáticas tornam o clima instável e os fenómenos climáticos extremos passam a ser mais frequentes”, lê-se no documento, que defende que a floresta “tem também que estar adaptada a esta nova realidade e servir para mitigar esses mesmos efeitos”.

O Bloco de Esquerda defende medidas urgentes para “reduzir o risco de incêndio, aumentar a rentabilidade da floresta e garantir serviços ecológicos”, nomeadamente “medidas de associativismo florestal garantindo a gestão da floresta em grandes manchas contíguas para as proteger e para garantir aos pequenos proprietários rendimentos da atividade”.

É defendida ainda a necessidade de haver “um modelo económico que não transforme as florestas em meras reservas de matéria para a indústria da celulose”, e que a diversidade de espécies e espécies autóctones mais resilientes aos incêndios “devem ser apostas claras no reordenamento da floresta”.

Aveiro foi um dos concelhos da região centro afetados pelos incêndios ocorridos a 15 e 16 de outubro de 2017.

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