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"Avaliação no ensino à distância deve ter em conta desigualdades das famílias"

Catarina Martins defende que o ensino presencial só poderá recomeçar quando houver condições de saúde. Entretanto, há que assegurar continuidade de apoios, que não sejam prejudicados alunos com menos acesso a tecnologias e acompanhar alunos com necessidades educativas especiais.
Catarina Martins e Joana Mortágua
Catarina Martins e Joana Mortágua após a reunião com António Costa e Tiago Brandão Rodrigues. Foto de António Cotrim, Lusa.

À saída do encontro com o primeiro-ministro e o ministro da Educação sobre a continuidade do ano escolar, Catarina Martins destacou quatro prioridades. A primeira é que “o ano letivo presencialmente só poderá começar quando as condições de saúde pública o permitirem”. Entretanto, “é bom avançar com o ensino à distância”, acrescentou.

A segunda é que, tendo em conta “que já sabemos que presencialmente o ano letivo não pode começar na data prevista é muito importante alargar os apoios de acompanhamento aos filhos". E também apoios às famílias, "nomeadamente bens essenciais como o acesso à luz, à água, às comunicações”, prosseguiu Catarina.

Em terceiro lugar, a coordenadora bloquista considerou que “é muito importante que nos modelos de ensino à distância e de avaliação deste ensino se tenha em consideração as desigualdades das famílias”. Há que “garantir que nenhum aluno seja prejudicado porque em sua casa tem menos acesso a meios tecnológicos para a aprendizagem.”

Por último, sublinhou a necessidade de uma “atenção especial aos alunos com necessidades educativas especiais”. Para Catarina Martins, “estes alunos e estas famílias precisam de um acompanhamento mais próximo, diverso, específico, que esperamos que seja implementado nesse momento”.

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