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Autora do apelo à greve climática impedida de falar no Parlamento Europeu

O Parlamento Europeu saudou, numa resolução aprovada esta quinta-feira, o movimento da greve climática estudantil mas Greta Thunberg não foi autorizada a falar no plenário. A greve climática estudantil está convocada em todo o mundo. Só em Portugal haverá 27 manifestações.
Foto de campact/Flickr

O Parlamento Europeu saudou os jovens grevistas contra as alterações climáticas mas não os deixou falar no Plenário. Greta Thunberg tinha requerido uma intervenção no plenário mas deputados do centro e da direita bloquearam esta possibilidade.

O grupo parlamentar europeu a que o Bloco pertence, o GUE/NGL, apoiou a proposta de Greta e, face à recusa da maioria, convidou 60 dos jovens presentes de 22 países a reunir com os seus parlamentares. Nessa ocasião, Lynn Boylan, do Sinn Féin, afirmou que “Greta Thunberg foi bloqueada de se dirigir ao Parlamento porque fala a verdade ao poder. Essa verdade é que estamos a falhar sobre as alterações climáticas. A falhar em tomar os passos arrojados que são necessários.” E acrescentou que “há alguns aqui nesta câmara que estão mais preocupados que os jovens façam greve à escola do que com o facto de que apenas temos 12 anos para resolver esta trapalhada.”

Protestos em 106 países

O que começou com um protesto solitário de uma jovem sueca com o seu cartaz que dizia “greve escolar pelo clima” tornou-se um movimento incontornável ao nível mundial que envolverá muitos jovens que antes nunca tinham participado em nenhum outro protesto. Há, pelo menos, 1693

manifestações em 106 dos países confirmados para uma greve que sabe o que quer. Exigem-se medidas radicais para travar o aquecimento global já que até as metas modestas do Acordo de Paris não estão a ser cumpridas.

27 manifestações em Portugal

São 27 as manifestações de norte a sul do país que prometem juntar milhares de estudantes portugueses para a greve climática. A lista total dos eventos que foram convocados no facebook pode ser encontrada aqui.

O site da organização portuguesa que despoletou o evento e concentra informação sobre este evento apresenta o movimento como “estudantil, internacional, pacífico e não-violento, determinado e organizado, descentralizado e apartidário” e contrapõe pesada “herança de um planeta já quase a morrer” e à negligencia de governos e organizações internacionais a “garra” e “força de vontade” dos jovens que defendem “uma mudança de paradigma” e sugerem medidas como “a proibição da exploração dos combustíveis fósseis em Portugal; a meta para a neutralidade carbónica ser reduzida para 2030, e não 2050, como previsto pelo governo; expansão significativa das energias renováveis e, particularmente, da energia solar; a produção eléctrica ser 100% assegurada por energias renováveis até 2030; o encerramento das duas centrais eléctricas ainda movidas a carvão (central de Sines e central do Pego) e o melhoramento eficiente e drástico do sistema de transportes públicos, de maneira a que estes possam substituir o uso do transporte particular”.

Lista das concentrações

(às 10.30)

Aveiro: Praça Joaquim de Melo Freitas

Arouca: Praça Brandão Vasconcelos

Barcelos : Câmara Municipal

Braga: Praça da República

Chaves: Largo General Silveira

Coimbra: Câmara Municipal

Covilhã: Pólo Principal da UBI

Évora: Praça Giraldo

Faial: Assembleia Legislativa Regional

Faro: Marcha desde o relvado do fórum até à Câmara Municipal

Flores: EBS Flores

Fornos de Algodres: Câmara Municipal

Funchal: ALRAM

Leiria: Praça Rodrigues Lobo

Lisboa: Marcha desde o Largo Camões até à Assembleia da República

Ourém: Câmara Municipal Nova

Ponte da Barca: Escola Secundária

Ponte de Lima: Largo de Camões

Portalegre: Rossio

Porto: Câmara Municipal

Reguengos de Monsaraz

Santarém: Praça Cândido dos Reis

Santa Maria: EBS Santa Maria

Setúbal: Largo de Bocage

Tomar: Praça da República

Torres Vedras: Câmara Municipal

Vila Real: Avenida Carvalho Araújo
Viana do Castelo: Câmara Muncipal

Termos relacionados Greve estudantil climática, Ambiente
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