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Autarquia de Silves ao lado dos ex-trabalhadores da Alicoop

A Câmara de Silves diz que é “inqualificável” a intenção do Banco BIC de proceder à execução fiscal dos antigos trabalhadores da Alicoop por créditos que a empresa assumiu.
A Alicoop faliu, a empresa sucessora assumiu as dívidas, mas os credores do Banco BIC querem que sejam os ex-trabalhadorea a pagar a fatura.

“O município de Silves manifesta total solidariedade com os trabalhadores da ex-Alicoop, que, de novo, são confrontados com os créditos que foram forçados a contrair junto do Banco Português de Negócios, SA (BPN), no início de 2008, no sentido de ‘salvar’ a empresa e sob pena de perderem os seus postos de trabalho”, manifestou a autarquia num comunicado citado pela agência Lusa.

A Câmara algarvia quer que o Banco de Portugal, a Procuradoria Geral da República e o governo intervenham para porem termo à exigência desses créditos aos antigos funcionários da Alicoop. O pagamento dos empréstimos contraídos foi assumido quer pela Alicoop quer posteriormente pela N&F - Comércio e Distribuição Alimentar SA, do Grupo Nogueira. E essa garantia foi incluída no plano de insolvência desta empresa e homologada pelo tribunal em 2012.

“É uma enorme surpresa e indignidade a atitude do Banco BIC de avançar com processos de execução aos trabalhadores, relativos aos mesmos créditos que estava a reclamar junto da sociedade N&F”, refere ainda o comunicado da autarquia, apelando à reposição da justiça num processo que apelida de “indigno” e “inqualificável”.

O Banco BIC adquiriu o BPN ao Estado português, após este ter injetado centenas de milhões de euros. O ministro das Finanças que nacionalizou o BPN, Teixeira dos Santos, está hoje à frente do Banco BIC.

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