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Aumento do nível do mar ameaça 2,4 milhões de casas nos EUA

Aumento do nível do mar projetado para finais do século irá ameaçar cerca de 2,5 milhões de habitações e empresas situadas em localidades costeiras dos EUA.
Aumento do nível do mar ameaça 2,5 milhões de casas nos EUA
Foto de Gwyn Fisher/Flickr.

De acordo com um estudo publicado pela Union of Concerned Scientists (UCS), o aumento do nível do mar projetado para finais do século XXI irá ameaçar cerca de 2,5 milhões de habitações e empresas situadas em localidades costeiras dos Estados Unidos da América.

Segundo o noticiado pela agência Lusa, a subida do nível do mar, provocada pelo aquecimento global, irá colocar 2,4 milhões de habitações em risco de inundações crónicas. No que a propriedades comerciais diz respeito, são 107 mil aquelas que também estão em perigo de sofrer estes efeitos das alterações climáticas nos próximos 80 anos.

“Infelizmente, nos próximos anos, muitas comunidades costeiras vão sofrer uma desvalorização das propriedades consoante as perceções de riscos alinharem com a realidade”, apontou no documento a economista e diretora do Programa de energia e Clima da UCS, Rachel Cleetus.

Usando três cenários de aumento do nível da água, desenvolvidos pela agência dos E.U.A. para os Oceanos e a Atmosfera (NOAA), estes cientistas determinaram quantas propriedades residenciais e comerciais na costa dos E.U.A. estão em risco de inundação crónica. De acordo com a definição da da UCS, este risco endémico significa em média inundações 26 vezes por ano. Ou seja, uma vez em cada duas semanas. As consequências não se traduzem só em propriedades deterioradas, mas também em casas inabitáveis.

Em 2045, cerca de 175 comunidades, 60’% das quais têm um nível de pobreza superior à média nacional, terão pelo menos 10% das suas habitações em riscos crónico de inundação.

Apesar destas previsões, a coautora Astrid Caldas, especialista em alterações climáticas, assegurou à Efe que, se a comunidade internacional cumprir os objetivos do Acordo de Paris, assinado em 2016 e da qual os Estados Unidos da América saíram, uma grande parte deste imobiliário pode ser salva.

“Se conseguirmos cumprir as metas do Acordo de Paris, de conter o aquecimento global entre 1,5 e dois graus centígrados e limitar a perda de gelo dos polos, então 85% das propriedades residenciais afetadas poderiam evitar inundações crónicas neste século”, concluiu Astrid Caldas.

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