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Ativistas denunciam “falsas soluções climáticas” à porta da Navigator

A Climáximo fez esta segunda-feira uma ação de denúncia em frente à sede da empresa de celulose, a quem acusam de se promover como ambientalista enquanto contribui para a degradação dos territórios onde intervém.
Ativistas da Climáximo
Ativistas da Climáximo à porta da Navigator, em Lisboa. Foto Climáximo.

Numa iniciativa integrada na semana internacional de ação pelo clima, ativistas da Climáximo estiveram à porta da sede da Navigator Company para protestar contra “as repetidas campanhas enganosas” promovidas por esta empresa de celulose. “Por baixo da tinta verde da sua propaganda, está a cinza da devastação”, resumem.

Para a Climáximo, a Navigator “utiliza o conhecido método de greenwashing para vender o seu negócio como benéfico para o ambiente, enquanto contribui para a degradação dos territórios em que intervém, em Portugal e em Moçambique, favorecendo a desertificação e os incêndios florestais”.

Os ativistas denunciam a “hipocrisia” da empresa que “adquire publicidade em toda a imprensa para se autopromover e criar na população a ideia errada de que as suas práticas podem constituir alguma espécie de solução para a crise climática”. Ao invés, defendem os ambientalistas, “a indústria da celulose e da bioenergia aproveita-se de forma totalmente oportunista da crise climática para aumentar os seus lucros e os seus negócios, travando as verdadeiras soluções, quer na energia, quer na floresta”.

Para além de promoverem “a expansão descontrolada das monoculturas de eucalipto por todo o país”, as celuloses “são agentes ativos e contribuintes líquidos - directa e indiretamente - para as emissões nacionais” de gases com efeito de estufa, adianta ainda a Climáximo em comunicado. Para além disso, a Navigator Company “utiliza práticas neocolonialistas em países como Moçambique, onde promove o roubo de terras às comunidades camponesas e a substituição direta de florestas nativas por plantações monoculturais de eucaliptos”, acrescentam.

Ativistas da Climáximo

“É preciso desmascarar a ideia de que é possível resolver a crise climática pela mesma lógica do lucro, com uma pintura verde por cima do capitalismo extrativista que consome tudo o que consegue espoliar aos povos e aos finitos ciclos naturais. A The Navigator Company trava a ação climática urgente que as florestas em Portugal e por todo o mundo precisam”, conclui o comunicado da Climáximo.

Termos relacionados Greve climática estudantil, Ambiente
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