A ativista foi identificada pela PSP numa tentativa de inscrição coletiva de desempregados no Centro de Emprego do Conde Redondo em Lisboa, em março de 2012, tendo sido identificada pela polícia e assumido a responsabilidade pela ação de protesto.
Em declarações à Lusa, Myriam Zaluar diz que nem sequer conseguiu entrar nas instalações do Centro de Emprego do Conde Redondo - apesar de alguns ativistas, munidos de panfletos, o terem feito. A ativista, que é defendida pelo advogado João Araújo, nega a prática do crime de desobediência qualificada, realçando que não recebeu nenhuma ordem direta da polícia quando se encontrava no exterior do Centro de Emprego.
A 25 de Maio último, a ativista foi notificada pelo Ministério Público (MP) da prática do crime de desobediência qualificada, com a informação de que se pagasse 125 euros para uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) beneficiaria da suspensão provisória do processo ou em alternativa poderia prestar 25 horas de serviço comunitário.
Como não aceitou o crime e os factos que lhe são imputados pela polícia e MP, Myriam Zaluar, será agora julgada pelo protesto, destinado a lutar contra o desemprego e a austeridade.
No facebook, existe um evento “Apoio à Myriam Zaluar no dia do julgamento”, que já tem mais de 1.800 adesões.