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Até ao fim do ano: trabalhadores das Misericórdias em greve ao trabalho extraordinário

Entre dia 15 de agosto e 31 de dezembro, os trabalhadores das Misericórdias vão estar em greve ao trabalho extraordinário e ao trabalho de escala em dias feriados. Pretendem aumento de salários e pagamento acrescido em 100% do trabalho nos feriados.
Trabalhadores da Santa Casa da Misericórdia de Chaves em protesto.
Trabalhadores da Santa Casa da Misericórdia de Chaves em protesto. Foto do CESP.

Em comunicado, o CESP, Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, informou que os trabalhadores da União das Misercórdias Portuguesas e das Santas Casas da Misericórdia vão estar, entre 15 de agosto e 31 de dezembro, em greve “a todo o trabalho extraordinário e ao trabalho de escala em dia feriado”.

Do seu caderno reivindicativo fazem parte o aumento de salários, o pagamento acrescido de 100% do trabalho em dia feriado e o pagamento das diuturnidades.

O CESP esclarece que estes trabalhadores “prestam um serviço de enorme importância, nomeadamente na prestação de cuidados aos utentes, mas também de muito desgaste físico e psíquico, têm salários de miséria, associados a uma enorme exploração, sendo todo esse trabalho feito à custa do empobrecimento dos trabalhadores”. Trata-se de funcionários que, por exemplo, trabalham em lares, unidades de cuidados continuados, casas de acolhimento de crianças e jovens em risco ou centros de apoio à deficiência.

O sindicato denuncia que o salário de trabalhadores “com 20 anos de antiguidade nestas instituições” continua a ser apenas o salário mínimo nacional. O CESP pensa que esta situação é “insustentável” pelo que é um aumento salarial é “urgente e fundamental”. Para além disto, os funcionários “estão obrigados a trabalhar nos feriados” mas “recebem apenas metade do tempo trabalhado ou o gozo de meio dia de descanso compensatório”.

Os trabalhadores recordam que “grande parte do financiamento destas instituições vem do Estado”, através de acordos com os Ministérios da Segurança Social, da Saúde e da Educação e que, ainda em Julho, foi negociado novo protocolo de cooperação com o Governo para financiamento das Santas Casas de Misericórdia que aumentou os valores da cooperação em 3,5%. Apesar disso, as entidades patronais continuam a recusar discutir aumentos salariais.

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