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Ataques de Israel matam 26 pessoas em Gaza

No segundo dia consecutivo de bombardeamentos de Israel a Gaza contabilizavam-se 26 palestinianos mortos, três dos quais menores.
Bombardeamento israelita em Gaza. Novembro de 2019.
Bombardeamento israelita em Gaza. Novembro de 2019. Foto de MOHAMMED SABER/EPA/Lusa.

Na terça-feira passada, o exército israelita assassinou Bahaa Abu el-Atta e a sua mulher enquanto dormiam em sua casa. Segundo os israelitas el-Atta era um dos principais comandantes da Jihad Islâmica, um grupo alegadamente apoiado pelo Irão.

Como retaliação, do lado palestiniano foram lançados rockets a que Israel respondeu com dois dias consecutivos de bombardeamentos que terão resultado, até agora, na morte de 26 palestinianos, um dos quais com apenas sete anos de idade e mais dois outros menores. Não há vítimas do lado israelita.

A revolta estalou em Gaza, onde escolas e instituições públicas de Gaza foram encerradas.

A versão israelita é a de que a maior parte das vítimas destes ataques são militantes palestinianos e que os alvos bombardeados estão associados à Jihad Islâmica Palestiniana. Do lado palestiniano confirma-se que pelo menos cinco eram civis, havendo ainda várias pessoas por identificar, e fazem-se as primeiras contas à destruição causada pelos bombardeamentos israelitas. A agência noticiosa norte-americana Associated Press falou, por exemplo, com Najab Zourob, uma palestiniana cuja casa foi destruída pelas bombas israelitas e que dizia não conseguir compreender porque isto tinha acontecido, uma vez que não tinha “quaisquer relações com qualquer uma das fações”.

Os bombardeamentos acontecem numa altura crítica do impasse na disputa de poder israelita. Netanyahu, o primeiro-ministro em funções, está em vésperas de conhecer a primeira decisão sobre as acusações de corrupção que lhe foram feitas pelas autoridades judiciais. Foi indigitado para formar governo mas não conseguiu. Agora propõe um governo de unidade nacional que fosse apoiado pelo rival Benny Gantz que foi o mais votado nas eleições passadas. Mas insiste em ser ele o primeiro-ministro, cargo do qual, aliás, precisa para obter imunidade face às acusações. Do lado de Gantz há a mesma insistência em chefiar um governo que já aceita ser de coligação com o seu adversário. E há também a mesma posição de apoio aos bombardeamentos contra Gaza de que, garante, teve conhecimento prévio.

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