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Associações de doentes defendem manutenção de sistema de renovação de receitas

As seis organizações pretendem que o sistema implementado durante o estado de emergência se transforme num “serviço nacional de renovação terapêutica”.
Receita.
Receita.

Quando foi decretado o primeiro período de estado de emergência no país foi preciso encontrar uma forma de salvaguardar que os doentes tinham acesso a medicamentos, evitando deslocações aos centros de saúde que tivessem apenas a finalidade de renovar receitas. O regime, pensado para ser excecional e temporário, agradou a seis associações de doentes que consideram que “beneficiou a saúde e a qualidade de vida dos cidadãos” e pretendem assim que seja alargado de forma a transformar-se num “serviço nacional de renovação”.

Num documento conjunto escrevem que “em termos de saúde pública, a medida tomada pelo Ministério da Saúde revelou-se útil para aquele momento, garantindo o acesso e a adesão à terapêutica pelas pessoas com doença e libertando os profissionais de saúde de procedimentos burocráticos e morosos”.

Os proponentes da medida são a Associação Nacional de Doentes com Artrites e Reumatismos da Infância, a Associação Nacional de Cuidadores Informais, a Associação Portuguesa da Doença Inflamatória do Intestino, a MiGRA Portugal - Associação Portuguesa de Doentes com Enxaqueca e Cefaleias, a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla, a Plataforma Saúde em Diálogo e a Recomeço – Associação para a Reabilitação e Integração Social Amadora/Sintra.

O seu comunicado conjunto garante que esta solução permite segurança e comodidade ao doente ou cuidador, vai promover melhor adesão às terapêuticas e combaterá o desperdício de medicamentos. Dizem ainda que se colocará em prática um sistema de prevenção de fraude.

Alega-se ainda que “a nível internacional são já vários os países que dispõem de um serviço de renovação da terapêutica que facilita o acesso a medicamentos a pessoas com doenças crónicas”.

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