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Associações de comércio e serviços pedem suspensão de todos os despejos

Esta terça-feira, participaram numa audição no parlamento cinco associações representativas do pequeno comércio, de serviços e de microempresas. Afirmaram unanimemente a necessidade de suspender todos os despejos.
Os participantes da reunião acharam fulcral a suspensão dos despejos.
Os participantes da reunião acharam fulcral a suspensão dos despejos.

A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, a Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas, a União de Associações de Comércio e Serviços, a Associação dos Comerciantes do Porto e a Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal participaram numa audição no parlamento, esta terça-feira, no âmbito do Grupo de Trabalho - Habitação, Reabilitação Urbana e Políticas de Cidade.

Os presentes defenderam a necessidade de suspender os despejos que acontecerão “em larga parte” ainda este ano devido ao fim do período transitório previsto aquando da alteração do NRAU promovido pelo Governo de PSD e CDS. A conclusão foi unânime.

As cinco associações consideram que esta legislação é uma afronta à pequena economia e descaracteriza as cidades, promovendo a deslocalização de habitantes, pequenas lojas e cafés emblemáticos. Foi também avançado pela Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas que os cafés Majestic e Guarany e o Hotel Aliados, no centro histórico do Porto, receberam nos últimos dias comunicação por cartas que dão conta da ordem de despejo destes três locais emblemáticos da cidade do Porto.

Na sua exposição final, o secretário geral da referida confederação, José Brinquete, referiu a necessidade de inclusão do universo de todos os despejos, habitacionais e não habitacionais, na decisão legislativa de suspensão dos despejos até que se reequilibre a proteção dos arrendatários.

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