Está aqui

Assassinados 57 trabalhadores humanitários desde o início do ano

ONU assinalou esta semana o Dia Mundial da Ajuda Humanitária, alertando para os ataques contra quem presta assistência por todo o mundo. Durante este ano, 156 profissionais já foram atacados, dos quais 57 morreram.
Foto de Daniel Barker, US Navy.

Desde o início de 2019, mais de 150 trabalhadores que prestavam assistência humanitária sofreram ataques, 57 deles mortais, alertou a ONU no início desta semana.

Segunda-feira passada foi o Dia Mundial da Ajuda Humanitária, data que a ONU designou em 2008 para celebrar o trabalho de mais de meio milhão de profissionais que se dedicam a prestar ajuda humanitária. A 19 de agosto de 2003, Sérgio Vieira de Mello, antigo Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, e mais 21 funcionários da organização morreram num ataque contra as suas instalações em Bagdade, no Iraque.

Este ano, a ONU assinalou a data com uma campanha de divulgação de histórias no feminino por quem presta assistência, e lançou os dados mais recentes sobre ataques. Em Nova Iorque, Ursula Mueller, secretária-geral adjunta da organização para os Assuntos Humanitários, revelou que durante este ano houve até agora ataques a 156 trabalhadores, com 57 mortos, 59 feridos e 40 raptados. No ano anterior, o segundo mais grave de que houve registo, houve 405 ataques, com 131 mortos, 144 feridos e 130 raptados. Desde 2003, houve mais de 4500 ataques, cerca de 240 por ano.

A responsável da ONU lamentou aos media haver "demasiados trabalhadores humanitários a fazer o sacrifício máximo", e avisou que está "cada vez mais difícil" prestar ajuda humanitária, com violações das leis e do direito internacional em crescendo.

Termos relacionados Internacional
(...)