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Artistas brasileiros querem cantar em comícios dos seus candidatos, mas é proibido

Caetano Veloso e Maria Gadú são dois apoiantes da campanha pelo fim da proibição dos “showmícios”, que impede artistas de cantarem de graça em apoio às suas candidaturas.
Caetano Veloso e Maria Gadú, aqui juntos em palco, apoiam candidatos diferentes nas presidenciais brasileiras. E querem acabar com a lei que os proíbe de apoiá-los em palco com a sua música.

Segundo o jornal “O Globo”, a campanha pelo direito a cantar de graça em comícios com candidatos será lançada esta semana pela produtora Paula Lavigne e o coletivo 342 Artes, reunindo vários artistas.

Ela segue-se a uma ação interposta em tribunal por representantes do PSB, PT e PSOL, para que a justiça declare inconstitucional o artigo da Lei Eleitoral que desde há doze anos proíbe a realização de "apresentação, remunerada ou não, de artistas, com a finalidade de animar comício e reunião eleitoral”.

Segundo “O Globo”, a ação na justiça sugere a supressão da expressão “ou não”, de forma a que os artistas possam participar em comícios sem qualquer contrapartida. Isso eliminaria o problema que justificou a origem daquele artigo, mas a Advocacia-Geral da União não concorda: a regra atual, diz a AGU, ”fomenta o debate de ideias e propostas e afasta a possibilidade de abuso do poder político e económico”. A mesma opinião têm os atuais líderes do Senado e da Câmara dos Deputados.

“Se pudesse cantar e me chamassem para cantar em comício, de graça, para qualquer candidato que eu no fundo do meu coração apoio, eu cantaria”, afirmou Caetano Veloso, que apoia Ciro Gomes na campanha eleitoral para as presidenciais brasileiras.

“Censura é censura. Eu tinha que usar meu corpo e contribuir para (a campanha das) pessoas que eu acredito da forma que eu quisesse. Com minha voz, com minha arte”, afirmou por seu lado Maria Gadú, que apoia o candidato Guilherme Boulos.

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