"[Veremos] se até esse dia as pessoas tomam mesmo consciência de que aquilo que se decide na União Europeia é o que as afeta todos os dias das suas vidas, em todas as dimensões das suas vidas", afirmou a candidata do Bloco de Esquerda.
Questionada pelos jornalistas sobre o voto antecipado, ao qual recorreram quase 15 mil pessoas, Marisa Matias frisou que “a abstenção é um dos maiores inimigos desta eleição”, mas que o facto de ter havido muita gente a votar este domingo “é um dado importante".
A eurodeputada bloquista destacou a importância de "haver um novo mecanismo que permita às pessoas votar antecipadamente".
Francisco Louçã acompanhou Marisa Matias nesta ação de campanha. Sublinhando que Espinho é uma terra que tem sido muito dominada pela direita, o ex-coordenador do Bloco defendeu que, “numa altura em que estamos a entrar na reta final da campanha, é uma prova de enorme coragem que a Marisa e a candidatura que ela encabeça enfrente as maiores dificuldades”.
Louçã frisou que esta “é uma direita que volta esta campanha, e fá-lo hoje em particular, mostrando exatamente a sua cor, esta perseguição aos mais pobres, este desprezo para com os salários e as pensões”.
Ter uma candidatura do Bloco que “pode defendê-los coerentemente e que pode trazer a alegria que a Marisa traz a esta campanha é uma prova de grande maturidade democrática, de grande coragem política e que prova que, em todo o país, não há nenhuma rua, não há nenhuma cidade, não há nenhuma feira, não há nenhuma pessoa que não possa ser contactada e a quem não se possa dizer que Portugal merece uma grande eleição para o Parlamento Europeu”, acrescentou.
Destacando que considera Marisa Matias “a melhor eurodeputada portuguesa”, Francisco Louçã sinalizou que “o que ela traz a esta campanha é algo de novo: É dizer que onde o PSD e o CDS enganaram as pessoas, e onde ainda pretendem dizer-lhes que essa lógica da austeridade, da perseguição” é a solução, “é também onde o Bloco de Esquerda tem de mostrar a sua força”.
Votar na candidatura do Bloco, encabeçada pela Marisa Matias, é, segundo Louçã, “aquilo que pode fazer a diferença de um país que se orgulha de si próprio e que mostra o que quer”.