Será, enfim, permitido que os palestinianos recebam o correio que lhes foi enviado nos últimos oito anos, no território ocupado da Cisjordânia. As autoridades israelitas estiveram a reter os envios na Jordânia, cuja entrada para a Cisjordânia é controlada por Israel.
Agora, os trabalhadores dos correios palestinianos terão de distribuir mais de dez toneladas de correspondência, o que poderá levar algumas semanas. Uma parte do correio está já inutilizada, uma vez que as moradas se tornam ilegíveis. Noutros casos, as moradas foram alteradas. No meio das encomendas, encontram-se ainda brinquedos para bebés.
Ramadan Ghazawi, trabalhador dos correios de Jericó, afirma que o correio foi bloqueado por motivos de segurança ou administrativos. Esta explicação nunca foi satisfatória e, num comunicado divulgado esta terça-feira, Allam Moussa, ministro das Comunicações da Autoridade Palestiniana, acusou Israel de ter falhado na implementação de um memorando de entendimento assinado em 2016, que devia ter permitido a entrada de correio internacional nos territórios palestinianos sem passar pelos serviços postais israelitas.